Larry voltou

iG Minas Gerais | Paulo Bressane |

Visão externa. Segundo o neozelandês Larry Smith, o brasileiro precisa mudar sua relação com o estado
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Visão externa. Segundo o neozelandês Larry Smith, o brasileiro precisa mudar sua relação com o estado

Meu amigo Larry Smith, um bem-sucedido empresário neozelandês, está de volta ao Brasil. Costuma fazer isso para fugir do rigoroso inverno de seu país e já chegou a comprar uma bela casa na Pampulha, mas optou por vendê-la, após ter sido roubado, desistindo de ficar por mais tempo nestas terras verde e amarelas devido à insegurança reinante e ao absurdo e sufocante custo Brasil. Todas as vezes que pousa aqui, fica perplexo com as novas descobertas que faz sobre o tamanho de nosso paternalismo estatal. Desta vez, durante um almoço animado, ficou alarmado ao saber que os planos de saúde da classe política são... “No, I can’t believe it” ... ilimitados, vitalícios e extensivos aos familiares. Aos poucos, ele vai descortinando os motivos de sermos, ao contrário de seu país, tão grandes e tão subdesenvolvidos.

Larry tem suas razões para ficar espantado, a Nova Zelândia se posiciona como um dos melhores países do mundo nos quesitos de desenvolvimento humano, qualidade de vida, alfabetização, educação pública, facilidade de fazer negócios, falta de corrupção e liberdade de imprensa. Dona de uma das economias mais abertas do planeta, a nação é uma fervorosa defensora do livre mercado, aliás, a palavra liberdade é muito valorizada pelo – a exemplo de Larry – educado e bem-humorado povo neozelandês. Enquanto por aqui a paquidérmica e ceifadora maquina pública e o ideologismo de esquerda ainda amarram os pés do Golias, na pequena Nova Zelândia, Davi cresceu próspero com o corte das garras arrecadadoras do Estado. O país soube criar riqueza para todos pelas oportunidades da iniciativa privada.

Em uma entrevista a O Tempo, o competente economista Paulo Rabello disse que o Brasil falha por excesso de governo e um povo acomodado com os impostos e a incompetência governamental que carrega. Disse que precisamos quebrar o arco do continuísmo e nos envolvermos, todos, no processo de mudança do Brasil oficial. Vale também lembrar que, nas sociedades contemporâneas, uma boa educação é fundamental para a construção de uma estrutura social forte e bem distribuída. Neste quesito, a Nova Zelândia é um gigante perto de um pequeno Brasil, que ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países, levando em conta as notas de testes e a qualidade dos professores. Larry tem muito do que se orgulhar de seu país e de se espantar com o nosso.

Entre a gente

Euler Fuad Nejm e seus filhos, Rodolfo e Rafaela Nedjm, foram os anfitriões no coquetel de abertura da quinta edição da Feira de Vinhos da rede de supermercados Super Nosso Gourmet. Com uma vasta programação de cursos, degustações comentadas e palestras com produtores, enólogos e especialistas em enogastronomia renomados, a feira, com entrada franca, acontece no Espaço Meet (anexo ao Porcão) até o próximo dia 6 de agosto.    Segundo Rafaela Nejm, diretora de marketing do grupo, a expectativa é receber cerca de 7.000 pessoas nesta edição da feira, que vem se consolidando a cada ano. O evento reúne mais de 30 expositores e cerca de 600 rótulos de vinícolas do novo e velho mundo.

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