'Não vou baixar a cabeça', diz deputado Luiz Moura

A Executiva Estadual do PT em São Paulo aprovou manhã desta quinta (31) a expulsão do deputado do partido; O parlamentar é suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O deputado estadual Luiz Moura (PT) disse nesta quinta-feira (31) à reportagem que "não vai baixar a cabeça" e vai brigar na Justiça com o PT, "doa a quem doer", para ter legenda para disputar a reeleição em outubro. O parlamentar é suspeito de ter ligações com a facção criminosa PCC.

A Executiva Estadual do PT em São Paulo aprovou manhã desta quinta (31) a expulsão do deputado do partido. A decisão da Executiva, no entanto, ainda precisará ser confirmada por outra instância da sigla, o Diretório Estadual do PT, que se reúne nesta sexta-feira (1º).

Pelas regras eleitorais, se perder a legenda, Moura não poderá disputar a reeleição. A lei das eleições estabelece que ficam "sujeitos ao cancelamento do registro os candidatos que, até a data da eleição, forem expulsos do partido, em processo no qual seja assegurada ampla defesa e sejam observadas as normas estatutárias".

Moura afirmou que vai lutar na Justiça contra a exclusão pelo PT. "É uma decisão arbitrária, totalitária e equivocada do PT que sempre pregou pela democracia e não me deu direito de defesa. Eu não fui nem citado", afirmou o parlamentar.

O deputado disse que vai manter sua campanha pela reeleição. "Isso não vai ficar assim, eu não vou baixar a cabeça, vou até o fim dessa história, doa a quem doer. E sem dúvida vou ser reeleito", completou.

Questionado se pode tomar alguma medida interna, ele afirmou que "não adianta porque será julgado por quem já o condenou" preliminarmente.

De acordo com investigação da Polícia Civil, o deputado participou em março de reunião, na sede de uma cooperativa de transportes da qual faz parte, na qual estiveram presentes membros da facção criminosa PCC.

A suposta ligação de Moura com o PCC e o pedido dele à Justiça para anular a convenção do partido que escolheu os candidatos para as eleições são os motivos apontados pelo comando da sigla para a expulsão.

O parlamentar voltou a negar sua ligação com a facção. "Eu não tenho ligação nenhuma com o PCC. Isso é coisa que a imprensa inventou. Nem investigado eu sou", afirmou.

No início do mês, o Ministério Público de São Paulo entrou com representação contra Moura no Tribunal de Justiça do Estado para investigar se ele cometeu sete crimes.

A apuração vai avaliar se ele cometeu extorsão, constrangimento ilegal, apropriação indébita, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro abuso de autoridade, além de prática de crimes de organização criminosa.

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