Campos diz que Aécio 'acertou' ao reconhecer erro no caso do aeroporto

"Acho que o Aécio acertou, mesmo que depois de algum tempo, tardiamente, ao reconhecer um erro", disse o candidato à Presidência, Eduardo Campos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, disse nesta quinta-feira (31) que o seu adversário Aécio Neves (PSDB) "acertou" ao reconhecer que usou o aeroporto construído na cidade mineira de Cláudio, em terreno de tio-avô desapropriado pelo governo do Estado.

"Acho que o Aécio acertou, mesmo que depois de algum tempo, tardiamente, ao reconhecer um erro. As pessoas devem ter humildade não só na vida pública, mas na vida, de dizer: 'errei', pedir desculpa e pagar pelo seu erro na forma em que houver de se pagar", afirmou o ex-governador de Pernambuco.

Em artigo publicado na Folha de S. Paulo desta quinta (31), Aécio afirmou que usou a pista "poucas vezes" e que foi um "equívoco" não ter buscado informações sobre o estágio de homologação do local. O uso da pista ainda não foi autorizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Parentes de Aécio detêm as chaves do aeroporto. A área foi desapropriada pelo Estado -quando o tucano governava Minas- antes da construção do aeroporto, mas o tio de Aécio contesta na Justiça o valor proposto pelo governo para a indenização, que ainda não foi paga. O Estado obteve a posse do terreno, mas ele só poderá ser registrado em nome do governo após o pagamento.

Debate

Eduardo Campos está em Porto Alegre, onde participou de um debate promovido pela federação dos municípios do Estado. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) também compareceram. No evento, Campos fez diversas promessas a prefeitos, como o aumento nas verbas da saúde e a ampliação em 2% do volume do IPI e do Imposto de Renda que vai para os municípios.

Disse que a medida ajudaria a tirar as prefeituras da "falência" e que os municípios "pagam pela irritação" da população por problemas em áreas como saúde e transporte.

Após sua fala, em entrevista, ele disse, em referência a Dilma Rousseff, que quem "terceiriza a campanha para os marqueteiros" não tem como fazer um governo inovador. "As pessoas querem mais governantes de carne e osso, que a gente vê, que sente que tem compromisso, do que governantes encastelados nos palácios", disse.

Discurso em caixote

No início da tarde, Campos fez uma caminhada pelo centro da capital gaúcha com a vice em sua chapa, Marina Silva, e apoiadores locais. Compareceram peemedebistas, como o senador Pedro Simon e o ex-prefeito José Fogaça, e o atual vice-governador gaúcho, Beto Grill (PSB), que está rompido com o governo de Tarso Genro (PT).

Em frente ao Mercado Público, um dos locais mais conhecidos de Porto Alegre, os candidatos improvisaram um ato com um alto-falante e subiram em um caixote para discursar. Aos militantes Campos prometeu colocar na oposição os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), a quem classifica como "raposas".

Ainda pouco conhecido no Sul, o ato de campanha de Campos não chamou a atenção de muitas que pessoas que passavam pelo Mercado.

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