Dilma diz que fez 'dever de casa' no setor de energia

A presidente usou como estratégia a comparação entre seus quatro anos de gestão e os oito anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Dilma teve um avanço de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento divulgado pela Datafolha realizada no inicio de junho, de 34% das intenções
FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM - AGÊNCIA BRASIL
Dilma teve um avanço de quatro pontos percentuais em relação ao último levantamento divulgado pela Datafolha realizada no inicio de junho, de 34% das intenções

Em entrevistas a rádios da Bahia na manhã desta quinta-feira (31), a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) afirmou que seu governo fez o "dever de casa" no setor de energia e afastou a possibilidade de racionamento.

A presidente usou como estratégia a comparação entre seus quatro anos de gestão e os oito anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Segundo a presidente, seu governo ampliou em 20 mil megawatts o potencial de geração de energia do país em apenas um mandato, enquanto o tucano teria aumentado 21 mil megawatts em dois períodos no Palácio do Planalto.

Também alegou ter feito duas vezes mais linhas de transmissão do que Fernando Henrique. E criticou a política de energia do tucano: "Só podia dar em racionamento", disse Dilma, numa referência à crise energética que o Brasil enfrentou em 2001.

Dilma negou a possibilidade de um "tarifaço" no setor para compensar o uso das usinas térmicas.

Para ela, grande parte das críticas ao seu governo são movidas por um pessimismo de "componente eleitoral forte, de quem defende que quanto pior, melhor".

"Há hoje, de forma deliberada, um processo de criação de expectativas negativas extremamente nocivas para o país, como fizeram na Copa", afirmou.

Programas sociais

Durante a maior parte das entrevistas, a presidente fez um balanço da atuação dos programas sociais do governo na Bahia. Deu destaque para os programas Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida, que devem ser suas principais bandeiras de campanha.

Também fez um balanço de obras de infraestrutura, afirmando que a "reforma urbana" será uma das prioridades de um eventual segundo mandato.

"Queremos ampliar a oferta de transporte público nas grandes cidades", disse Dilma.

Também falou de reforma política, quando voltou a defender a realização de um plebiscito para definir as diretrizes das mudanças no sistema eleitoral do país.

Nas entrevistas, não foram discutidas questões relacionadas a alianças partidárias, nem a propostas ou críticas de seus adversários. Os opositores Aécio neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) não foram citados em nenhum momento.

A presidente não fez nenhuma referência à campanha local, onde o deputado federal Rui Costa (PT) é candidato à sucessão do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), que tem avaliação positiva de 29% dos eleitores baianos.

As entrevistas às rádios foram organizadas pelo comitê de campanha da presidente e fazem parte da estratégia da sua candidatura à reeleição.