Projeto da prefeitura pode encarecer imóveis em 40%

Coeficiente de aproveitamento básico do terreno passaria de 2,7 para 1 em toda a capital mineira

iG Minas Gerais | LUDMILA PIZARRO |



Futuro.
 Consequência pode ser aumento do mercado de usados
Pedro Silveira / O Tempo
Futuro. Consequência pode ser aumento do mercado de usados

Se a compra de um imóvel em Belo Horizonte já não está fácil, os preços podem amedrontar ainda mais os compradores, caso ocorram as mudanças propostas pela Prefeitura de Belo Horizonte na Conferência Municipal de Política Urbana, que será concluída no próximo sábado. Pelo menos é assim que pensa Otimar Bicalho, presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), que prevê um aumento de 40% no valor dos imóveis na capital após aprovação das novas regras.

A alteração que mais preocupa o presidente é a diminuição do coeficiente de aproveitamento dos terrenos de 2,7 vezes para 1 em toda a cidade e a inclusão, nesse aproveitamento, das áreas não-privativas como escada, elevador, hall de entrada e a garagem. “Em termos práticos, nós temos uma redução de 1,5 para 0,6. É uma diminuição violenta”, afirma. Segundo o presidente da CMI/Secovi-MG, o custo do terreno em uma obra gira em torno de 20% e, com a aprovação dessas mudanças, será necessário um terreno duas vezes maior para construir o mesmo empreendimento. “Por isso, um aumento de 40% no preço final para o consumidor. Não estamos tirando essa estimativa do nada”, critica.

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