Hora de melhorar o time e subir na classificação

iG Minas Gerais |

O Atlético e os atleticanos precisam colocar em prática agora a frase que o saudoso atacante carioca Dirceu gostava de usar para momentos de dificuldades: “Vida que segue”. E se voltar totalmente à melhoria do time e a uma recuperação sustentável na classificação do Campeonato Brasileiro. Ronaldinho Gaúcho pertence a um passado bonito na história do clube, que é maior que qualquer jogador que veste ou já vestiu a sua camisa. Fala-se com muito atraso em substituto para Ronaldinho, já que, desde a reta final da conquista da Libertadores, ele já não vinha repetindo as grandes atuações de 2012 e do primeiro semestre de 2013. Início do fim Assim como Levir Culpi fez agora, Cuca substituiu Ronaldinho na final contra o Olímpia, no jogo em Assunção. Na época, também não gostou, mas, no jogo seguinte, o time foi campeão, e ele só tentou jogar para valer contra o Raja Casablanca, no Mundial Interclubes, mas aí era tarde, porque o time marroquino entrou em campo com mais garra e parou R10 e todo o time, que de lá para cá foi uma sucessão de erros. A começar pela forma como Cuca saiu, depois a escolha de Paulo Autuori como sucessor. Buscando o caminho Até hoje o Galo está procurando o caminho certo para voltar a jogar bem e vencer. Dentro do elenco não havia e não há substituto à altura de Ronaldinho. Guilherme está longe disso, apesar da força que recebe de alguns companheiros da imprensa. Se bem que, às vezes, jogadores de futebol se superam quando ficam livres de alguns incômodos e crescem de produção. Ao contrário do que muita gente dizia, não era Tardelli que se incomodava com Ronaldinho, e, sim, Guilherme, tendo a recíproca como verdadeira. Mais problemas Mas não é só na armação do time que o Galo tem problemas. A lateral esquerda continua sendo dor de cabeça, desde que Júnior César caiu na antipatia de Cuca, que passou a apostar até em Richarlyson na posição e só escalava o antigo titular quando não tinha jeito. Deixá-lo ir embora sem ter alguém ao menos razoável para a vaga foi um dos erros com as piores consequências para o Galo neste ano. Muito fraco Emerson Conceição esgotou a cota de paciência que os mais pacientes tinham com ele. Alguns cruzamentos certeiros são muito pouca coisa para se ter ainda esperança de que vai dar conta dessa lateral esquerda. É claro Levir Culpi tem que dizer que confia nele, já que tem contrato em vigor e não há outro para o lugar. Equilíbrio é isso aí Virou jargão de muitos treinadores, para justificar resultados, que o elenco é ou não é “equilibrado” tecnicamente. Bom exemplo de grupo “equilibrado” é o Cruzeiro. Dedé tem sido destaque do noticiário, mais fora do que dentro de campo. Depois da recuperação do problema no ligamento do joelho, entrou na pauta das negociações e de discussão de valores. Interessante é que as aquisições mais caras do Cruzeiro foram ofuscadas por contratados menos famosos ou desconhecidos. Sem nome e com bola Bruno Rodrigo, Leo e agora Manoel na zaga; o prata da casa Lucas Silva, não “oportunizado” pelo Celso Roth; o veterano Henrique que voltou a jogar muito depois da passagem pelo Santos; Everton Ribeiro, Ricardo Goulart e Willian, que surpreenderam o país em 2013; Marquinhos que parece ser a bola da vez em 2014, e Marcelo Moreno, que rodou bastante por outros clubes grandes, mas sucesso mesmo, só nessa volta à Toca da Raposa. Como deram conta do recado, não há margem para ninguém reclamar de ausências no time como Julio Baptista, Nilton, Dagoberto, Borges e o próprio Dedé.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave