Felipão assume Grêmio atrás de 'abraço' após massacre

Treinador pretende repetir o bom trabalho que o fez ídolo dos gremistas anteriormente e tirar de vez o assunto seleção brasileira da mente

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Felipão ganhou uma camiseta do Grêmio com o número 1 e um cachecol em apresentação
LUCAS UEBEL/ GRÊMIO
Felipão ganhou uma camiseta do Grêmio com o número 1 e um cachecol em apresentação

Felipão chegou ao Grêmio, nesta quarta-feira, para sua terceira passagem querendo apagar o “resultado catastrófico” pela seleção brasileira diante da Alemanha na Copa do Mundo, que ainda o magoa muito, e prometendo acabar com o jejum de títulos de quatro anos do clube. Em busca de “abraço e carinho” após o massacre pós-Mundial, ele pretende repetir o bom trabalho que o fez ídolo dos gremistas anteriormente e tirar de vez o assunto seleção brasileira da mente.

"Nada me faz mais feliz do que estar aqui hoje”, garantiu o treinador, que revelou que não tinha como meta no momento assumir um clube. Só mudou de ideia após o convite do presidente Fábio Koff para voltar ao time de coração. Após a queda na Copa do Mundo, Felipão gostaria de ter um tempo para descansar. Consultou a família após a chamada do Grêmio e tentará dar a volta por cima na carreira.

Antes, porém, resolveu dar resposta para quem o massacrou pelo trabalho realizado na seleção. “(Os 7 a 1 da Alemanha) podem ter um reflexo dentro da minha imagem que algumas pessoas fizeram do resultado final da Copa. Mas na ideia geral do trabalho, não”, afirmou. “Infelizmente o que vai ficar marcado é o resultado catastrófico de 7 a 1. Apenas acredito que os números gerais não dizem ou dão oportunidade de alguns usarem essa derrota para manifestarem de forma muito pejorativa sobre o trabalho que fiz até hoje”, disse, antes de colocar um ponto final no assunto. “Não estou nem aí para discutir mais dados sobre isso, porque não vale à pena”.

Felipão ganhou uma camiseta do Grêmio com o número 1 e um cachecol e foi bastante aplaudido. Visivelmente à vontade, brincou bastante com o presidente Fábio Koff, que o elogiou muito após conseguir recontratá-lo após mais de um ano de tentativas. “Acabaram os presentes e o saco ficou vazio para colher auxílio para o pagamento do salário,” brincou Koff.

De volta ao clube após 18 anos, ele tem a missão de resgatar a harmonia entre a torcida e o time, cambaleante no Brasileirão e ocupando apenas a 10ª colocação. Felipão terá como auxiliares o fiel escudeiro Flávio Murtosa e o também técnico Ivo Wortmann. Fábio Mahseredjian será o preparador físico e todos começam a trabalhar para valer na segunda-feira. A estreia será dia 10, no clássico com o Internacional, fora de casa.

“Depois de ter terminado um trabalho, o único clube que pensaria seria o Grêmio, todo mundo sabe que sou gremista, aqui sempre considerei minha casa e falei isso para o doutor Koff num almoço que por sinal eu quem paguei”, enfatizou. “Desde que comecei devo muito aos clubes, mas no Grêmio é uma situação diferente. Foram duas passagens e sempre com relacionamento maravilhoso. Voltei nesse momento porque também preciso de um abraço, de um carinho, de pessoas que me ajudem e sei que o Grêmio é este time os torcedores e os jogadores estarão comigo num plano de trabalho que a gente idealizou.”

Felipão assume o time num momento delicado. Mas chega cheio de otimismo para conquistas ainda na temporada. “Temos duas competições, o Brasileiro e a Copa do Brasil, em condições de chegar e ainda muito bem. Uma nem entramos ainda e outra estamos em situação razoável. Até brincamos ali, mas temos um projeto, que todo mundo brinca com o Vanderlei (Luxemburgo), mas que a gente se identifica,” falou. “Com todo respeito aos outros times mas temos totais condições a partir de agora de conquistar os títulos que não vêm há quatro anos.”

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