Trecho do Anel Rodoviário terá guincho e ambulância de plantão

Serviços serão ofertados a partir de outubro e valem para pontos mais perigosos; serão 10,5 km

iG Minas Gerais | bernardo miranda |

A partir de outubro, um trecho de 10,5 km do Anel Rodoviário de Belo Horizonte vai passar a contar com os mesmos serviços previstos no contrato de concessão da BR–040. Guinchos para retirar caminhões estragados e veículos envolvidos em acidentes, ambulâncias posicionadas em locais estratégicos e um canal para críticas e sugestões serão disponibilizados pela Via 040, do grupo Invepar, que ganhou o leilão para assumir a rodovia federal no trecho entre Brasília e Juiz de Fora, na Zona da Mata, em abril. A expectativa é que o início do trabalho melhore a fluidez da via, justamente em um dos trechos mais perigosos do Anel. No total, os serviços terão abrangência de 936 km.

No caso do Anel, o trecho vai da altura do trevo do bairro Olhos d’Água, na saída para o Rio de Janeiro, até o bairro Califórnia, na saída para Brasília. Isso significa que o ponto conhecido como “descida do Betânia” e o viaduto sobre a avenida Amazonas, locais com alto índice de acidentes, passam a ser administrados pela Via 040. Além do socorro mecânico e de urgência médica, ainda está previsto serviço de captura de animais soltos na pista e prevenção de incêndios. A concessionária também ficará responsável pela manutenção da via, como tapar buracos e resolver problemas de sinalização. Positivo. Responsável pela fiscalização no trecho, o tenente Geraldo Donizete, da Polícia Militar Rodoviária (PMRv), acredita que a mudança pode ajudar a reduzir congestionamentos na pista e reflexos em outros pontos da cidade. “Com certeza vai ficar melhor. Nesta quarta, temos que acionar a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) para retirar carretas estragadas. Se tivermos um guincho já posicionado, prestes a fazer a remoção, o tráfego será liberado mais rápido, reduzindo os congestionamentos e as chances de outros acidentes em função do trânsito parado”. O especialista em trânsito e transporte Osias Batista destaca que a manutenção constante da via será um grande benefício. “A solução definitiva para o Anel é a reforma, mas ter a manutenção constante já é um avanço. A sinalização estará atualizada, e o asfalto será recapeado, diante de um problema, de forma mais ágil”, disse. Apesar dos serviços, não há previsão de cobrança de pedágio no Anel – a via tem 27,3 km de extensão.

Concessão Duplicação. A concessionária Via 040 terá que duplicar 557 km, dos 936 km que ficarão sob sua responsabilidade. As obras terão que ser concluídas nos cinco primeiros anos da concessão. A empresa poderá explorar a rodovia durante 30 anos. Pedágio. A empresa só poderá começar a cobrar pedágio depois de concluir pelo menos 10% das obras de duplicação, ou seja, 55,7 km. Ao todo, serão 11 praças de pedágios, espalhados em média a cada 100 km, entre Brasília e Juiz de Fora. O preço cobrado em cada praça de pedágio será de R$ 3,22. Quem percorrer todo o trecho, terá que desembolsar R$ 35,20 para concluir a viagem. Arrecadação. A previsão é que a Via 040 receba R$ 24,7 bilhões nos 30 anos de concessão cobrando pedágios. Para isso, é uma exigência contratual que ela invista R$ 7,92 bilhões na via. Esse recurso será utilizado na duplicação e também nos serviços de manutenção de apoio aos usuários, que são obrigações a serem cumpridas para que a concessionária explore a rodovia.

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