Candidatos negros ficam ‘abandonados’ pelas legendas

O PSDB tem no Tucanafro seu núcleo de militância racial, criado em 2013

iG Minas Gerais | RAQUEL AYRES |

A servidora pública aposentada Cassilda Carvalho, 54, é integrante da secretaria geral do PMDB Afro e candidata a deputada federal. Além do incentivo moral, ainda não recebeu recursos financeiros do partido para a campanha.  

“Temos que mostrar que também podemos. Os deputados falam que estão com os negros, mas, na hora H, não sabem nada da nossa história. É só quem vive mesmo”, diz. Entre as prioridades de Cassilda, estão a revitalização das causas e história dos negros e encontros de formação política.

O PSDB tem no Tucanafro seu núcleo de militância racial, criado em 2013. O secretariado nacional da militância negra do PSDB está presente em 24 Estados e, em Minas, de acordo com sua assessoria, são mais de mil filiados. Mas não há uma contabilidade exata disso, da mesma forma que também não há quantificação de investimento na militância.

O Tucanafro não tem candidatos em Minas nestas eleições, e conta com apenas três postulantes a deputado federal no país: um na Bahia, um no Rio Grande do Sul e outro em Santa Catarina. A assessoria do Tucanafro alega que investe na “capacitação da militância”, mas “isso não é quantificado em dinheiro”. 

‘Apartheid’ Segregação. O presidente da Unegro, Alexandre Braga, afirma que o preconceito no Brasil é velado. “Tudo o que criticávamos na África do Sul existe no Brasil, como apartheid social”, diz.

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