Morre médico que liderava combate ao ebola

O leonês Sheik Umas Khan havia sido contaminado pelo vírus que combatia

iG Minas Gerais |

Freetown, Serra Leoa. O virologista leonês Sheik Umas Khan, 39, morreu nesta terça após ter contraído o vírus do ebola na semana passada. Ele era o principal médico que tratava dos casos de ebola em Serra Leoa.

A morte de Khan foi confirmada pelas autoridades de saúde do país menos de uma semana após seu diagnóstico ter sido anunciado. Ele havia sido transferido para uma enfermaria da ONG Médicos Sem Fronteiras, no norte de Serra Leoa.

“É uma grande e irreparável perda para Serra Leoa. Ele era o único especialista que o país tinha em febre hemorrágica viral”, afirmou Brima Kargbo, funcionário do Ministério da Saúde leonês.

Khan tratou mais de cem pacientes vítimas do ebola. Desde o início do surto, em fevereiro, o ebola já matou ao menos 672 pessoas na Guiné, Libéria e Serra Leoa, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É o maior surto do ebola desde que o vírus foi descoberto, em 1976.

Nessa segunda, a Nigéria fechou e colocou em quarentena um hospital em Lagos, onde um norte-americano de 40 anos morreu vítima do vírus, no primeiro caso confirmado no país.

A Libéria fechou suas fronteiras, restringiu reuniões públicas de pessoas e pôs em quarentena comunidades afetadas pelo vírus, enquanto a companhia aérea africana Asky suspendeu nesta terça os voos entre Serra Leoa e Libéria.

Flash

Mortal. O vírus mata cerca de 90% das pessoas infectadas, e não há vacina ou cura, mas é possível tratar

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