Cartão de crédito: herói ou vilão?

iG Minas Gerais |

Estou tentando melhorar a minha vida financeira, mas está muito difícil. Tento fazer algum planejamento, mas, quando chegam as faturas dos meus cartões de crédito, ele vai por água abaixo. Muitas vezes, não consigo pagar toda a fatura, e a coisa acaba piorando. Inclusive, já tenho uma dívida considerável em um deles. O que posso fazer para me livrar desse mal? (Renato, Machado - MG)  Renato, em todas as palestras que faço, ao abordar o tema de cartão de crédito, sempre pergunto para os presentes se eles acham o cartão de crédito bom ou ruim. Normalmente, a plateia fica dividida. Algumas pessoas o acham bom e outros ruim. Pergunto, então, para aqueles que acham ruim se a razão disso é alguma experiência negativa, e a grande maioria afirma que sim. Esclareço que o cartão de crédito não é bom nem ruim. Ele é uma coisa de plástico. O que é bom ou ruim é o uso que fazemos dele. Esse uso é que pode trazer consequências positivas ou negativas para nossa vida financeira. Não devemos culpar o cartão, mas refletir sobre a forma que o usamos. Posso usar o meu exemplo pessoal para ilustrar o bom uso do cartão de crédito. Utilizo bastante os meus cartões por duas razões. A primeira razão é que ele me ajuda a organizar as minhas finanças. Todo o mês, quando chega o extrato, posso acompanhar e levantar as minhas despesas. Quanto gastei no supermercado, quanto foi de gasolina, os gastos com diversão. A segunda razão é que posso aproveitar bastante dos benefícios oferecidos pelos cartões. Quase todos os cartões oferecem aos clientes uma série de benefícios como milhas aéreas que podem ser trocadas por passagens ou pontos que podem ser trocados por produtos. Quanto maior o uso, maiores os ganhos. Concentro todas as minhas despesas no cartão. Mas é bom esclarecer que essas despesas sempre estão previstas em meu orçamento mensal. Com isso, tenho conseguido viajar uma vez por ano com passagens que adquiri usando as milhas ganhas no meu cartão. No mês de abril, fui com minha esposa e minha filha para Fortaleza (CE). Por outro lado, existem aqueles cuja experiência com os cartões pode ser bem negativa. O primeiro erro é acreditar que o cartão de crédito é dinheiro, ou seja, a solução para qualquer aperto no orçamento. Surgiu o convite para uma balada e estou sem dinheiro, passo no cartão. Um sapato lindo entrou em promoção, mas como estou sem dinheiro, passo no cartão. Aí começam os problemas. Eles acabam aumentando quando chega a fatura. Sem previsão no orçamento, não é possível pagar o total. Mas para ajudar, a administradora oferece uma solução: o pagamento mínimo. O jeito é pagar esse valor e, no mês seguinte, quitar a fatura. Mas, no mês seguinte, a fatura chega ainda maior. E, em pouco tempo, passa a existir uma grande dívida. Qual foi o erro? Transformar o cartão de crédito, que é um meio de pagamento, em uma linha de crédito. Linha de crédito que tem as maiores taxas de juros do mercado.  O que fazer? Ter consciência de sua relação com o cartão. E caso julgue que é impossível fugir das tentações e facilidades de consumo oferecidas pelos cartões desista de usá-los. Sua vida financeira irá agradecer! Realizarei no dia 16.8 o curso “Meu Dinheiro – Planejamento Financeiro Pessoal”, no hotel Sol Belo Horizonte (rua da Bahia, 1.040, centro, quase esquina com avenida Augusto de Lima), das 8h às 17h – com uma hora de intervalo para almoço. O conteúdo é bem completo: aprender a cuidar do seu dinheiro, a equacionar as dívidas, a realizar os sonhos. Serão apresentadas as principais formas de investimento hoje existentes. Mais informações podem ser obtidas no e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br.

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