Concluída licitação para Via 710

Nova avenida vai ligar as regiões Leste e Nordeste da capital, sem passar pelo centro da cidade

iG Minas Gerais | Bárbara Ferreira |

Traçado. Parte da nova via da capital vai aproveitar algumas áreas desocupadas que ficam ao lado da linha do metrô, na região Leste
LEO FONTES / O TEMPO
Traçado. Parte da nova via da capital vai aproveitar algumas áreas desocupadas que ficam ao lado da linha do metrô, na região Leste

Lançado em 2009 pelo prefeito Marcio Lacerda, o projeto que prevê a construção da Via 710 teve a licitação homologada nesta terça. A avenida ligará diretamente as regiões Leste e Nordeste de Belo Horizonte, sem passar pelo centro da cidade. Além disso, o motorista terá outra alternativa para chegar à região Norte e à Cidade Administrativa. O contrato será assinado nos próximos 60 dias, e, em seguida, o consórcio que venceu a concorrência terá um ano e meio (540 dias) para executar a obra, que está paralisada desde 23 de julho de 2012.  

A intervenção faz parte do programa Corta Caminho, que também contempla outras quatro intervenções de mobilidade urbana na cidade. O projeto prevê implantação de uma via com duas a quatro faixas de rolamento por sentido, ciclovias, passeios, canteiro central e sinalizações vertical e horizontal. Ela vai do cruzamento das avenidas Cristiano Machado e Bernardo Monteiro, no bairro São Paulo, até a avenida dos Andradas nas proximidades do bairro Esplanada. Boa parte desse trajeto é paralela à linha do metrô de Belo Horizonte.

Para o especialista em transporte e trânsito Silvestre Andrade, a construção dessa ligação é de extrema importância para o funcionamento da cidade. “Belo Horizonte tem que ser pensada de forma diferente, não se pode fazer com que todo mundo venha para o centro, já que os interesses estão distribuídos na cidade como um todo. A Via 710 tem essa lógica e cria novos caminhos que possibilitam novas centralidades, o que é fundamental para que a cidade cresça de forma saudável”, explica Andrade.

Atrasos. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), a obra, que foi pensada inicialmente para a Copa do Mundo de 2014, teve atrasos motivados por desapropriações pendentes, problemas com as concessionárias e adequações necessárias aos projetos.

Na internet, a prefeitura informa que foi feita nova licitação, já que a primeira empresa contratada desistiu da obra. A previsão era que a intervenção fosse entregue em 2012. A nova previsão é que as obras sejam finalizadas em 2016.

Vencedores

BRT. O consórcio que venceu a licitação foi o Marins-Conata. A empresa Conata Engenharia também participou das obras para a implantação do Move (nome dado ao BRT) na Pampulha.

Detalhes

Projeto. O valor previsto para o projeto executivo foi de R$ 2,9 milhões.

Desapropriações. A previsão de gastos com as desapropriações é de R$ 75,2 milhões, entre verbas municipais e estaduais. Foram executados R$ 90 mil pelo município e R$ 14,02 milhões pelo Estado. A Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) informou que os valores das desapropriações, em andamento, estão sendo revistos devido a ações judiciais.

Obra.  Dos R$ 78 milhões de investimentos previstos nas obras da Via 710, foram contratados R$ 68,28 milhões e executados R$ 1,25 milhão. Do governo federal, os recursos foram captados a partir de um financiamento com a Caixa Econômica Federal. De acordo com o edital da intervenção, o preço-referência dos serviços e obras é de até R$ 70.932.725,12.

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