Empréstimo vai encarecer a conta de energia até 2017

Consumidor começa a pagar já no ano que vem

iG Minas Gerais |

Espera. Aumento nas tarifas será tratado como componente financeiro e entrará nas contas  em 2015
ANGELO PETTINATI - 24.9.2009
Espera. Aumento nas tarifas será tratado como componente financeiro e entrará nas contas em 2015

BRASÍLIA. O diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse nesta terça que o impacto do empréstimo para as distribuidoras será de 8 pontos percentuais na tarifa de energia. Esse aumento será repassado à conta de luz dos consumidores a partir de 2015 e permanecerá na tarifa por dois anos.

“O reajuste leva em consideração um conjunto de fatores, mas podemos dizer que o empréstimo terá um impacto no reajuste dessa ordem de grandeza, ou seja, 8 pontos percentuais”, afirmou Rufino.

Segundo ele, esse aumento será tratado como um componente financeiro, que entrará na tarifa em 2015, permanecerá por dois anos, até 2017, e será retirado ao fim desse período. O início do repasse ao consumidor dependerá da data do reajuste tarifário anual de cada distribuidora nos Estados.

O diretor geral disse ainda que outros fatores podem ter um impacto negativo na tarifa, de forma a reduzir o valor do reajuste de 2015, mas não fez projeções para esse aumento tarifário. “Não estou com isso querendo dizer que o reajuste no ano que vem será de 8%, pois o reajuste leva em consideração outros fatores”, acrescentou.

A devolução à União das usinas da Cesp, Cemig e Copel, que geram cerca de 5.000 Mw médios, deve contribuir para reduzir o aumento, pois o valor cobrado pela energia dessas usinas na conta de luz será bem menor. Segundo Rufino, essa devolução terá um impacto “bastante relevante” e será capaz de “neutralizar, em grande parte, se não na totalidade, o impacto do empréstimo”.

Ainda de acordo com ele, um regime de chuvas mais favorável pode contribuir para reduzir o valor da energia no mercado de curto prazo, o que ajuda a reduzir o patamar dos reajustes.

O financiamento feito pelo consórcio de bancos e intermediado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) deve totalizar R$ 17,7 bilhões para as empresas. Desse total, R$ 11,2 bilhões já foram repassados e a expectativa dos outros R$ 6,5 bilhões é que devem ser fechados nas próximas duas semanas.

Mercado

Menor. A estimativa é que o valor que as distribuidoras terão de pagar pela energia adquirida em junho no mercado de curto prazo será bem menor que o de maio. Ele é de cerca de R$ 130 mi.

Pagamento ficou para dia 28 de agosto BRASÍLIA. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça a nova data de pagamento da energia no mercado de curto prazo pelas distribuidoras. A liquidação poderá ocorrer até o dia 28 de agosto. A data original – 10 e 11 de julho – já havia sido adiada para esta quinta, dia 31 de julho, mas o governo federal não conseguiu finalizar todos os detalhes do financiamento com o consórcio de bancos. As despesas que são alvo de adiamento totalizam R$ 1,3 bilhão.

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