Desempenho do novo motor é destaque no Gol Rallye

Compacto com visual off-road da Volkswagen foi o escolhido para receber o novo propulsor 1.6 16V de 120 cv

iG Minas Gerais | Márcio Maio |

VW Gol Rallye 1.6 16V Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
VW Gol Rallye 1.6 16V Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias

No primeiro momento, o con<CW0>tato com o Gol Rallye 2015 causa uma inequívoca sensação de “déjà vu”. Afinal, o carro é absolutamente igual ao anterior. Só a inscrição “Rallye” presente na fina grade dianteira mudou de lado – foi para a direita – e o mesmo nome que identifica a versão deixou de ser em adesivo plástico na traseira e agora é em letras cromadas. De resto, tudo é igual. A “roupagem” lameira se mantém intacta, com faróis de neblina avantajados e para-choques que dão certo ar robusto ao carro.

Mas basta colocar o Gol Rallye à prova para ver que o grande trunfo da mudança se encontra mesmo escondido sob o capô. Presente apenas nesta configuração do hatch e na picape Saveiro Cross, o novo motor EA211 1.6 16V surpreende pela desenvoltura tanto em trajetos curtos, na cidade, quanto em viagens mais longas, em velocidade de cruzeiro. São bons 120 cv com etanol no tanque disponíveis às 5.750 rpm.

Além das duas válvulas a mais por cilindro e dos 16 cv extras em relação ao EA111, o novo motor EA211 1.6 16V utiliza sistema de arrefecimento com duplo circuito e partida a frio – que dispensa o “tanquinho” de gasolina – e entrega melhor torque. Agora são 16,8/15,8 kgfm, no lugar dos 15,6/15,4 kgfm anteriores. Eles aparecem por completo apenas às 4.000 rpm, mas 85% já ficam disponíveis aos 2.000 giros. O que confere ao propulsor um bom desempenho mesmo em regimes mais baixos – característica valorizada por quem prioriza o uso urbano.

Consumo

Com câmbio manual de cinco marchas – o Gol Rallye também é vendido com transmissão automatizada de cinco velocidades –, os engates são precisos, e a impressão que se tem é de um trem de força que trabalha em constante sintonia. Há a indicação sobre a melhor marcha a ser usada para favorecer o consumo. É claro que, nesse caso, é preciso deixar o motor operando em rotações baixas. Com esse comportamento, a economia de combustível é um ponto a favor. Durante a avaliação, o modelo chegou a registrar em seu computador de bordo consumo de quase 12 km/l abastecido com etanol, na estrada.

A suspensão rígida favorece o tráfego em piso liso, mas compromete o conforto dos passageiros diante das constantes irregularidades das ruas brasileiras. E seus 2,8 cm a mais de altura não chegam a prejudicar a estabilidade do Gol.

Preço passa dos R$ 50 mil

A lista de itens de série do Gol Rallye não chega a ser extensa. O modelo sai de fábrica com freios ABS com EBD, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro com visualizador gráfico, airbags frontais, ar-condicionado, direção hidráulica, retrovisores elétricos com função tilt-down no lado do passageiro e luzes de seta integradas, sistema de som com rádio AM/FM, CD-Player, bluetooth, MP3 player e entradas USB e auxiliar, vidros e travas elétricos e volante multifuncional.]

Com isso, seu preço parte de R$ 50.820. Novidade nesta versão, a cor laranja Canyon – ou a já conhecida amarelo Solaris – adiciona mais R$ 1.688, enquanto as opções metálicas acrescentam R$ 1.140. Para ter as laterais dos bancos e os revestimentos das portas parcialmente em couro é preciso desembolsar mais R$ 671. Além disso, há disponível o kit Tecnologia, que engloba controle de velocidade de cruzeiro, retrovisor interno eletrocrômico, limpador do para-brisa com temporizador e sensores de chuva e crepuscular, pelo qual a Volkswagen cobra R$ 762. A marca vende o Gol Rallye completo por R$ 53.941. Quem opta pela transmissão I-motion paga mais R$ 2.970, totalizando R$ 56.911.

Concorrentes

O Hyundai HB20X tem preço a partir de R$ 49.325 e chega ao máximo de R$ 53.120, mas tem sistema de áudio com navegação e motor mais potente. Já o Toyota Etios Cross parte de R$ 48.240, mas não tem muitos recursos e é bem menos potente.

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