Paz só é possível com a criação do Estado palestino, diz Dilma

Ofensiva israelense é intensificada e atinge usina elétrica, deixando a região no escuro

iG Minas Gerais |

Destruição. Palestinos verificam os danos causados por foguete israelense a prédio na Faixa de Gaza
Lefteris Pitarakis/AP
Destruição. Palestinos verificam os danos causados por foguete israelense a prédio na Faixa de Gaza

Tel Aviv, Israel. Em discurso durante a reunião de cúpula do Mercosul nesta terça, a presidente Dilma Rousseff pediu “cessar-fogo imediato” na Faixa de Gaza, depois que uma ofensiva de Israel levou à morte de mais de mil palestinos, além de dezenas de soldados israelenses. Ela ainda voltou a criticar “o uso desproporcional da força” de Israel na região e defendeu a criação de um Estado palestino. “A construção da paz naquela região passa pela construção de dois Estados. Pela construção do Estado de Israel, já operante, já construído e já sólido. E pelo Estado palestino, porque consideramos que, para estabilidade da região e segurança de Israel, a existência de dois Estados é pré-condição”, disse Dilma. Seguindo o exemplo de Dilma, o Mercosul ainda divulgou um comunicado oficial, pedindo o cessar-fogo e qualificando como “urgente” o início de uma investigação das violações de direitos humanos na região, “para estabelecer fatos e circunstâncias de referidas violações e dos crimes cometidos”, e identificar os responsáveis. Na última semana, Israel e Brasil trocaram farpas após a chancelaria brasileira falar do uso desproporcional da força israelense. Um porta-voz de Israel respondeu chamando o Brasil de “anão diplomático” e dizendo que “desproporcional é 7 a 1” em referência ao jogo Brasil e Alemanha da Copa do Mundo. Seguindo o exemplo do Brasil, que convocou seu embaixador em Israel na última semana, os governos do Chile e do Peru anunciaram nesta terça o retorno de seus embaixadores em Israel para consultas. Na semana passada, Equador também chamou seu embaixador em Tel Aviv para consultas. CONFLITO. Israel intensificou sua campanha militar contra o Hamas nesta terça, atacando símbolos do controle do grupo militante sobre Gaza, além de realizar disparos que, segundo autoridades palestinas, fecharam a única usina de energia do território costeiro no que foi o bombardeio mais pesado da guerra até agora. Mesmo antes do ataque contra a usina de energia, os moradores de Gaza recebiam eletricidade por apenas cerca de três horas por dia. Pelo menos cem palestinos foram mortos nesta terça. Nessa segunda, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu a respeito da “prolongada” campanha contra o Hamas.

Ataque hacker contra Israel Tel Aviv. O grupo de hackers chineses Comment Crew foi acusado de roubar dados do sistema de mísseis do Domo de Ferro (Iron Dome), um projeto israelense de US$ 1 bilhão. A equipe de hackers, que conta com apoio estatal chinês, foi responsável por ataques, iniciados em 2011, contra três companhias israelenses de tecnologia de defesa. A China não é o único país a atacar Israel por canais cibernéticos. Em 2012, Israel computou 44 milhões de ataques a sites de seu governo em oito dias de conflito com o Hamas.

Contra o “genocídio” Madri, Espanha. Personalidades lideradas por Penélope Cruz, Javier Bardem e Pedro Almodóvar denunciaram a incursão de Israel em Gaza em uma carta aberta em que descrevem as ações israelenses como “genocídio”. “Gaza está vivendo o horror. (...) Eles estão tendo água, eletricidade e livre circulação para seus hospitais, escolas e campos negados enquanto a comunidade internacional não faz nada”, diz o texto divulgado.

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