Cemig busca apoio político para viabilizar gasoduto de Uberaba

Mudança na Constituição do Estado pode garantir privatização da Gasmig; nesta terça-feira, Cemig formalizou a compra dos 40% da Petrobras na Gasmig e passou a deter 90,57%

iG Minas Gerais | Queila Ariadne |

Parceria. Cemig, sócia majoritária da Gasmig, depende da PEC 68 para aprovar fusão com espanhola
GASMIG/DIVULGAÇÃO
Parceria. Cemig, sócia majoritária da Gasmig, depende da PEC 68 para aprovar fusão com espanhola

As obras da fábrica de amônia que a Petrobras está construindo em Uberaba, no Triângulo Mineiro, já começaram e a previsão é de fique pronta em dois anos e meio. Mas o gasoduto que o governo do Estado prometeu para abastecer a planta – que também vai demorar dois anos e meio para ficar pronto – só sai se a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovar uma mudança na Constituição do Estado, para permitir que a Cemig, dona de 59,57% da Gasmig, encontre um sócio privado para bancar o investimento junto. “Não existe plano B por enquanto. Acho que é uma coisa tão importante que os deputados vão aprovar”, afirmou Morais. A Cemig já tem um sócio para bancar parte do custo de R$ 1,8 bilhão. É a espanhola Gás Natural Fenosa (GNF). No entanto, a atual legislação não permite que uma empresa com participação do Estado seja privatizada, que é o caso da Gasmig. É isso que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC 68) vai mudar. Porém, ela só passa com aprovação de 48 dos 77 deputados da Casa. A Cemig e o governo do Estado, que foi quem prometeu o gasoduto para a fábrica de amônia, já se lançaram na busca de apoio político para mudar as regras e viabilizar o empreendimento. Nesta terça-feira (29), a Cemig formalizou a compra dos 40% da Petrobras na Gasmig e passou a deter 90,57% da companhia de gás – os outros 0,43% são da Prefeitura de Belo Horizonte. Durante a solenidade, tanto o presidente da Cemig como o governador de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, solicitaram apoio dos prefeitos das cidades por onde o gasoduto passará, para convencer os deputados a aprovarem a PEC 68. "Eu diria que já há um convencimento. O gasoduto é de fundamental importância para o desenvolvimento de Minas", afirmou o governador. "Esperamos que na primeira quinzena de agosto tudo isso esteja resolvido", afirma Morais. Motivo para a Petrobras O presidente da Cemig explica que a Petrobras saiu da sociedade porque não tem, neste momento, a prioridade de investir em gasoduto. "A Cemig também não tem condições de arcar com esse investimento sozinha, por isso buscamos a parceria da Fenosa", afirma Morais. A oposição é contra a PEC 68 porque teme que ela abra brecha para privatizar todas as subsidiárias. Só a Cemig tem 200. O presidente Djalma Bastos de Morais garante que é só para empresas de controle indireto, como a Gasmig.

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