Levir terá que quebrar a cabeça para 'reinventar' o Atlético

Fim do ciclo de Ronaldinho no Galo significa um recomeço na vida do clube alvinegro; o jogador se vai, mas o clube e sua fanática torcida continuam

iG Minas Gerais | FERNANDO ALMEIDA E THIAGO PRATA |

Levir Culpi sabe que triunfo pode determinar volta por cima do Galo neste ano
BRUNO CANTINI/ATLÉTICO
Levir Culpi sabe que triunfo pode determinar volta por cima do Galo neste ano

O fim do ciclo de Ronaldinho no Atlético significa um recomeço na vida do Galo. O jogador se vai, mas o clube e sua fanática torcida continuam. E querem novas conquistas. Só que a figura de R10 ainda está associado ao alvinegro, tanto positiva, quanto negativamente. Se por um lado, há uma diminuição considerável na folha de pagamentos, por outro, o técnico Levir Culpi precisa, urgentemente, consertar uma situação que ele mesmo criou.

Desde sua apresentação oficial, em 25 de abril deste ano, Levir salientou que necessitava de um tempo para conhecer o plantel que iria dirigir e enfatizou o quanto a excursão para a China, em junho, seria crucial neste processo. Porém, durante a estadia no país asiático, o comandante montou a equipe alvinegra com Ronaldinho como titular, ou seja, criou um sistema de jogo do qual R10 era tido como peça-chave.

Mas alguns atritos com o meia-atacante se tornaram um catalisador para a decisão do craque em encerrar sua trajetória no clube mineiro. Isso ficou claro com a insatisfação do jogador, substituído nas duas partidas contra o Lanús-ARG, pela Recopa Sul-Americana. Com isso, sem o Gaúcho, o Atlético precisa se ajustar a uma nova forma de atuar.

Logicamente, Levir testou outras alternativas na China, tem ciência das características de cada atleta do elenco e possui boas opções para o lugar de Ronaldinho. Porém, com a saída de R10, fica a sensação de que a excursão durante a disputa da Copa do Mundo pouco acrescentou para o time. É de ressaltar que o treinador não contou com os convocados Jô e Victor, o que pode ter criado dificuldades para ele na montagem da equipe ideal.

De qualquer forma, é latente que uma das dificuldades enfrentadas é a ligação do meio ao ataque. O próprio treinador reconhece que contra o Sport, a bola chegou pouco para o centroavante Jô.

“Se o Jô fica cercado do Guilherme, do Dátolo, é difícil a bola não chegar. Mas ele não está tendo chance de fazer gol. A marcação tem apertado bastante. Tem que ficar atento para as finalizações”, disse Levir.

O trabalho para reinventar o Atlético será árduo e o tempo, limitado. “O campeonato vai acontecendo. O time é bem organizado, com poder ofensivo respeitável. Pode chegar longe no campeonato. Vai depender do desenvolvimento nos jogos”, comentou o treinador.

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