Apelo é por corte de impostos

Para a indústria, o peso dos tributos e a insegurança em relação ao recebimentos dos créditos tributários são entraves às exportações e ao desenvolvimento do setor

iG Minas Gerais |

BRASÍLIA. A indústria deseja que o presidente eleito neste ano dê prioridade à reforma tributária do país, com o corte de impostos e a simplificação do sistema de cobrança. A mudança é considerada a mais urgente entre as formuladas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O sistema tributário é talvez uma das medidas mais importantes porque ajuda também a destravar nossa agenda internacional. Na hora que resolvo o problema da tributação, crio mais economia e mais energia para enfrentar o comércio no mundo”, afirmou José Augusto Coelho, diretor de políticas e estratégia da CNI.  

“É um país fora da curva na área de tributação. Notadamente pelas imperfeições e distorções. Os países normalmente não tributam investimento e nós, aqui, sim. O Brasil ainda exporta impostos”, disse.

Fim da guerra fiscal. A presidente Dilma Rousseff, que disputa a reeleição pelo PT, o senador Aécio Neves, do PSDB, e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do PSB, irão debater as sugestões amanhã, na sede da CNI em Brasília. Entre as propostas na área tributária estão o fim da cumulatividade dos impostos sobre bens e serviços – hoje há seis – e a cobrança apenas no Estado de destino, pondo fim à chamada “guerra fiscal”. Para a indústria, o peso dos tributos e a insegurança em relação ao recebimentos dos créditos tributários são entraves às exportações e ao desenvolvimento do setor.

Prática antiga

Adiantados. A CNI formula sugestões aos presidenciáveis desde 1994. Desta vez, contudo, há um detalhamento das propostas, muitas já com sugestão de projeto de lei e instrução normativa.

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