Argentina tenta última cartada para solucionar dívida

Prazo para Casa Rosada fazer pagamento encerra-se nesta quarta

iG Minas Gerais |

Valores. Governo da presidente Cristina Kirchner estaria devendo US$ 1,3 bi para credores ‘abutres’
Victor Caivano/aP - 27.10.2013
Valores. Governo da presidente Cristina Kirchner estaria devendo US$ 1,3 bi para credores ‘abutres’

BUENOS AIRES, ARGENTINA. A confiança dos investidores de que a Argentina entrará em acordo com seus credores vai se esvaindo à medida que o prazo se aproxima do fim, provocando uma onda de vendas de ações e títulos do país. Os bônus em dólares da Argentina com vencimento em 2033 baixaram para a 81,375 centavos de dólar, de 85,5 centavos de dólar na sexta-feira, atingindo o menor patamar em cinco semanas. A Argentina e seus credores têm até nesta quarta, dia 30 de julho, para chegar a um acordo e evitar que o país quebre pela segunda vez em 13 anos. Representantes da Argentina viajaram nesta segunda para Nova York para mais uma reunião com o advogado Daniel Pollack, mediador da negociação entre o governo Cristina Kirchner e os fundos com os quais está em litígio. Um porta-voz de Pollack informou que o encontro foi marcado por telefone no fim da manhã de nesta segunda pela mesma comitiva que esteve nos EUA no fim da semana passada, composta pela procuradora do Tesouro, Angelina Abbona e pelos secretários de Finanças Palo López e secretário Legal e Administrativo Federico Thea. O ministro da Economia, Axel Kiciloff, mais uma vez não estará presente. A Argentina tem até nesta quarta, quarta-feira – passado um período de carência de 30 dias – para pagar uma nova parcela de sua dívida reestruturada em 2005 e 2010. Decisão recente da Suprema Corte norte- americana determinou que o país não pode fazer esse pagamento sem depositar integralmente US$ 1,3 bilhão que deve aos “abutres”, credores que não aceitaram a renegociação, liderados pelos fundos Elliott Management e Aurelius Capital Management. O governo Cristina Kirchner pediu a suspensão da sentença, argumentando que ela estimularia novos processos de outros credores. Se isso acontecer, afirma, o valor a ser cobrado poderia chegar a US$ 15 bilhões. O juiz Thomas Griesa negou o recurso duas vezes, e em audiência na última terça-feira ordenou que as duas partes negociem “24 horas por dia” até chegarem a um acordo.

Apelo Mercosul. O chanceler argentino Héctor Timerman pediu nesta segunda que todos os seus colegas do Mercosul se mobilizem por uma reforma “que impeça as ações” dos fundos especulativos.

Mediador se diz disponível para contato Buenos Aires. O mediador nomeado por um tribunal dos EUA para a negociação entre o governo da Argentina e credores, Daniel Pollack, afirmou que não foi contatado diretamente por autoridades argentinas para marcar uma nova reunião. A delegação “deixou Nova York na última sexta-feira para consultar seu governo”, declarou em comunicado. “Deixei claro que estou disponível”, diz. O governo argentino já informou que uma delegação reúne-se com o mediador em Nova York nesta terça.

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