Brasil supera apagão no último quarto e garante vaga no Pan-Americano

Destaques brasileiros foram Benite, com 16 pontos, e o pivô Rafael Hettsheimer, que alcançou um duplo-duplo (14 pontos e 10 rebotes)

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

Ufa! Foi difícil, mas a seleção masculina de basquete garantiu a classificação para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, em 2015. Na noite desta segunda-feira, a equipe comandada pelo técnico José Neto venceu o Uruguai por 61 a 66 e conquistou o terceiro lugar do Sul-Americano da modalidade, disputado em Isla Margarita, na Venezuela. O cestinha da partida foi o uruguaio Bruno Fitipaldo, com 26 pontos.  Pelo lado brasileiro, os destaques foram Benite, com 16 pontos, e o pivô Rafael Hettsheimer, que alcançou um duplo-duplo (14 pontos e 10 rebotes).

Apesar de ter ficado fora da grande decisão, o Brasil, que enviou ao certame uma equipe sem seus maiores valores internacionais, conseguiu superar um apagão no último quarto para vencer os uruguaios e assegurar a vaga ao lado de Argentina e Venezuela, finalistas do torneio.

Agora, com os craques da NBA e sua força máxima, as atenções do basquete brasileiro se voltam inteiramente para a preparação visando o Mundial da Espanha, que terá início no dia 30 de agosto.  O Brasil está no grupo A ao lado de Espanha, Sérvia, França, Egito e Irã. Nesta quinta-feira, a seleção principal enfrenta Angola, às 20h, no Ginásio do Maracanãzinho, pelo Super Desafio BRA de basquete. A partida abre uma série de amistosos até a estreia no Mundial diante da França, no dia 30 do mês que vem.

O jogo

A seleção brasileira começou disposta a mostrar que os erros cometidos nos últimos duelos era coisa do passado. De forma incisiva, Rafael Luz, Raulzinho e Hettsheimer infernizaram a vida da defensiva uruguaia No entanto, aos poucos, os rivais conseguiram trabalhar justamente nos erros defensivos da equipe comandada por José Neto. O duelo então ficou equilibrado, alternando trocas de liderança no placar. No fim do primeiro quarto, um arremesso certeiro de dois pontos de Benite deu ao Brasil a vitória por 18 a 17.

A vantagem mínima no placar logo foi estendida pela seleção no segundo período. Apesar do nível técnico sofrível das equipes, que ficaram cerca de dois minutos com o marcador em 3 a 1 no quarto, o Brasil emplacou uma boa sequência com os armadores Rafael Luz e Gegê. Para esfriar o ímpeto brasileiro, os uruguaios pediram tempo. A diferença verde e amarela já chegava à casa dos sete pontos.

O Brasil seguiu dominando as ações, mas também protagonizou alguns lances ruins, como permitir o domínio de bola do pivô uruguaio Wachsmann marcado por três brasileiros. O camisa 10 pegou o rebote e fez a cesta sem sofrer nenhum tipo de pressão. Apesar dos erros, a seleção finalizou o primeiro tempo mantendo a diferença de sete pontos no placar.

Na volta do intervalo, o Brasil voltou melhor defensivamente. Os uruguaios encontraram dificuldades para penetrar no garrafão, e eram obrigados a forçar chutes de três pontos. O armador Fitipaldo era um dos únicos que arriscavam jogadas mais arrojadas pelo lado celeste. Enquanto isto, o Brasil explorava os contra-ataques puxados por seus homens de criação, entre eles Benite. Faltando pouco mais de três minutos para o fim do quarto, a seleção chegou a sua maior liderança na partida, com 13 pontos de frente.

Mas o que parecia se encaminhar para uma vitória fácil transformou-se em um filme de terror. Nos minutos iniciais do último período, os uruguaios cortaram a vantagem brasileira para apenas um ponto com ataques letais e consecutivos tramados por ele, Bruno Fitipaldo. O Brasil se segurava como podia. A falta de tranquilidade era visível, mas lances salvadores de Mineiro e Rafael Luz recolocaram a equipe no jogo. Os uruguaios bem que tentaram dificultar a vida brasileira nos minutos finais, mas o Brasil soube controlar os ânimos e triunfar diante dos rivais.

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