População acusa demora do Samu em atender vítimas de acidente

Segundo morador que preferiu não se identificar, vítimas esperaram por mais de 45 minutos pelo atendimento; ambulância não foi deslocada porque uma unidade do Corpo de Bombeiros já estava no local, segundo a assessoria de imprensa do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Samu declara não ter ido ao local do acidente porque já havia uma unidade do Corpo de Bombeiros no Local
Gabriel Caetano / Web Repórter
Samu declara não ter ido ao local do acidente porque já havia uma unidade do Corpo de Bombeiros no Local

Moradores do bairro Nova Cintra, na região Oeste da Capital, denunciam a demora do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em atender as ocorrências. Conforme informações de um morador que preferiu não se identificar, um adolescente que dirigia uma motocicleta elétrica e estava com o irmão na garupa precisaram esperar pelo resgate por mais de 45 minutos, depois de serem atropelados por um ônibus. A assessoria de imprensa do Samu informou que não foi necessário deslocar uma ambulância, já que uma unidade do Corpo de Bombeiros chegou primeiro ao local.

O acidente envolvendo um ônibus da linha 4201, que liga os bairros Alto Caiçara e Nova Cintra, aconteceu, por volta de 15h30, na rua Yara Lúcia. Segundo o morador, o coletivo descia o rua, quanto atingiu a motocicleta após uma curva acentuada.

O adolescente que dirigia a motocicleta e o irmão gêmeo dele, que estava na garupa, ficaram feridos e foram encaminhados para o Hospital de Pronto-socorro João XXIII, onde foram atendidos e liberados.

Ainda segundo os moradores, ao tentar acionar o Samu uma das atendentes teria se irritado e dito que “se os moradores não parassem de ligar eles não iriam disponibilizar a ambulância”.

A assessoria de imprensa do Samu declarou que, por volta de 15h31, foi realizada a primeira ligação pedindo socorro para os adolescentes, em seguida, várias outras chamas foram registradas para atender o mesmo caso. Ainda segundo o órgão, no primeiro momento não é possível afirmar que o fato realmente aconteceu e identificar a atendente. Para tentar identificar a funcionária seria necessário um longo processo. O assessor ainda afirmou que a ambulância do Samu não foi para o local, porque às 15h59 uma unidade dos bombeiros chegou ao local.

Os passageiros do coletivo não ficaram feridos durante a colisão. O menor que estava na direção da motocicleta não foi detido, já que o veículo que ele utilizava não exigia a utilização da carteira de motorista, segundo a Polícia Militar. 

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