Operação da Polícia Civil prende quadrilha de saidinha de banco

Sete membros da quadrilha foram identificados, sendo que um deles ainda continua foragido

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Os seis integrantes da quadrilha que já estão presos foram apresentados nesta segunda-feira (28)
Oswaldo Ramos/Divulgação
Os seis integrantes da quadrilha que já estão presos foram apresentados nesta segunda-feira (28)

Após um ano e meio de investigação, a Polícia Civil de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, conseguiu identificar sete membros de uma quadrilha especializada em saidinhas de banco em várias cidades da região. Seis dos suspeitos foram apresentados nesta segunda-feira (28) e um é considerado foragido da justiça.

Segundo as informações da delegada Lorena Vaz de Melo, da 4ª Delegacia da cidade, dois dos suspeitos já haviam sido presos no início do ano, sendo que os outros quatro foram presos na última sexta-feira (25) no bairro Pindorama, na região Noroeste de Belo Horizonte. "Toda a investigação culminou na operação Pecado Capital, desencadeada por 60 policiais civis, que terminou com o grupo detido", explicou a policial.

A investigação contou com a colaboração das delegacias de Sabará, Santa Luzia, Vespasiano, Itabirito e Ouro Preto, cidades onde os suspeitos também teriam agido. O bando agia principalmente em duas agências, uma do Itaú e outra do Santander, localizadas na região da Vila da Serra, próximo ao hospital Biocor. "Desde 2012, acreditamos que tenham conseguido cerca de R$ 400 mil com esses roubos. Já identificamos 20 vítimas deles, sendo que outras que não registraram o crime ainda podem aparecer", garantiu a delegada.

Foram presos na sexta-feira Alexsandro Xavier da Silva, de 29 anos, Alexandre Geraldo de Souza, de 40, Wesley Bento Pereira, de 21 e Mateus Hernandes Braga, de 30. Estavam presos desde o início do ano Pablo Henrique da Luz, 23, que seria quem rendia as vítimas, e Diego Moreira Martins, de 23, que conduzia a moto nos assaltos. Continua foragido Leonardo Belford Pereira, de 28.

Modo de ação

O grupo agia entre 12h e 14h usando sempre um olheiro, que ficava no interior das agências bancárias e bem vestido para não levantar suspeitas. Quando via que alguma pessoa sacaria uma quantia alta, o suspeito passava aos comparsas por mensagem de celular informações como a quantia levantada  e as características das vítimas.

"Quando o cliente estava a cerca de 200 metros da agência eles o abordavam, apontando uma arma para cabeça e pedindo a quantia sacada. Eram sempre dois deles em uma moto, mas outros bandidos ficavam em um carro branco dando cobertura", explicou a delegada. Durante a operação, as armas usadas nos crimes não foram encontradas pela polícia.

Segundo a corporação, todos os suspeitos, que tem passagem por roubo, formação de quadrilha e porte de armas, moravam em casas muito boas. "É difícil rastrear o dinheiro pois eles gastavam com coisas pessoais, como viagens e nas próprias casas", explicou Lorena Melo. Os suspeitos foram reconhecidos por meio de fotografias pelas vítimas e também por um segurança de um dos bancos.

Todos os detidos responderão por roubo agravado pela formação de quadrilha, podendo pegar até 20 anos de prisão.