Vírus do ebola contamina americana na África

Ela e o marido, da Carolina do Norte, vivem na Líbéria, país atingido pelo maior surto de ebola da história, desde agosto passado de 2013

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

 Uma voluntária americana foi infectada pelo vírus do ebola na Líbéria, segundo informou a organização para qual ela trabalha.

Nancy Writebol faz parte da equipe que está tratando pacientes infectados pela doença em Monróvia, capital do país. Ela e o marido, da Carolina do Norte, vivem no país, atingido pelo maior surto de ebola da história, desde agosto passado.

Writebol é responsável pela higiene e desinfecção da roupa de proteção do pessoal que entra em contato com os pacientes no isolamento.

A organização Samaritan's Purse, uma associação beneficente cristã, anunciou também a contaminação do médico americano Kent Brantly, de 33 anos, que está no país desde outubro.

A doença - que é transmitida por contato direto com o sangue e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados - causa hemorragias graves e pode ter uma taxa de mortalidade de 90%. Até o dia 20 de julho, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 1.093 pessoas estavam possivelmente infectadas com base em seus sintomas, das quais 660 morreram.

Entre os casos suspeitos, o vírus foi confirmado em 786 pessoas na Guiné, Serra Leoa e Libéria, das quais 442 morreram. Na última semana, o governo de Serra Leoa confirmou que o médico que coordena os esforços de combate ao ebola na região também contraiu o vírus.

Nigéria

A cidade nigeriana de Lagos interditou e colocou em quarentena, na segunda-feira (28), um hospital onde um homem morreu de ebola, o primeiro caso registrado da doença no país mais populoso de África.

Patrick Sawyer, consultor do Ministério das Finanças da Libéria, de 40 anos, entrou em colapso ao chegar ao aeroporto de Lagos em 20 de julho e foi colocado em isolamento no hospital First Consultants em Obalende, uma das partes mais movimentadas da cidade de 21 milhões de pessoas. Ele morreu na sexta-feira (25).

O hospital será fechado por uma semana e todo o pessoal monitorado para garantir que o vírus não se espalhe, acrescentou. Somando-se aos riscos, os médicos nigerianos estão em greve por melhores condições de trabalho e salários.

O presidente da Associação Médica Nigeriana, Tope Ojo, foi citado na mídia local no último sábado (26) dizendo que a greve não seria interrompida apesar da ameaça do ebola. A Libéria fechou a maioria de seus postos de fronteira no domingo (27) e introduziu medidas de saúde rigorosas.