Baixo salário faz médico desistir do SUS, diz sindicalista

iG Minas Gerais |

Fernando Mendonça, pediatra e secretário geral do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed), confirmou vários dos problemas encontrados pela reportagem de O TEMPO nas unidades de saúde. Além de trabalhar na rede pública, ele também recebe relatos de colegas. 

A escassez de médicos, para Mendonça, tem relação com baixos salários e más condições de trabalho. “Não há estabilidade e plano de carreira, o que impede que o médico se fixe no local”, avaliou.

Segundo Mendonça, em Contagem médicos enfrentam a falta de medicamentos e não há plantonistas em quantidade suficiente. Em Betim, a estrutura física não é adequada e faltam materiais necessários no dia a dia. “Em Santa Luzia, o quadro de plantonistas não está completo. Em Ribeirão das Neves, há insuficiência de medicamentos”, complementa.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Minas Gerais informou que não há como impedir que pacientes que morem em outras cidades se desloquem para Belo Horizonte. Ainda conforme a assessoria, a carência de médicos está relacionada “às regras do mercado de trabalho”. O governo estadual, com objetivo de amenizar essa insuficiência, criou a carreira pública de médico. A remuneração média está em torno de R$ 5.200 por mês para uma jornada de 20 horas semanais. (AD)

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