Competência não enxergada

iG Minas Gerais |

Com ou sem Ronaldinho Gaúcho, o Galo vai mal no Campeonato Brasileiro, empatando em casa e perdendo fora. A torcida ainda espera uma reação que vise à briga nas primeiras posições da tabela e não a luta contra o rebaixamento para a Segunda Divisão. O Cruzeiro deu um banho de bola no Figueirense, no Mineirão, praticando futebol de encher os olhos e gols de bela feitura, resultados de jogadas muito treinadas no dia a dia na Toca da Raposa II.  Enquanto isso, Dunga se vira para explicar sua atuação como empresário de futebol e a enorme rejeição como velho/novo técnico da seleção brasileira. Por outro lado, o Brasil vê o sucesso extraordinário de Marcelo Oliveira, a maior novidade do país como treinador nos últimos anos.  Pelo segundo ano consecutivo, o Cruzeiro faz campanha irretocável no Campeonato Brasileiro, jogando bem, dando espetáculos com nova chuva de gols, poucos cartões amarelos e vermelhos, substitutos mantendo o mesmo ritmo dos titulares quando entram e disparado na liderança de uma competição das mais equilibradas e difíceis do mundo. Tudo isso contando com um grupo que tem jogadores redescobertos em baixa, descobertos na própria categoria de base ou buscados em clubes menores do Brasil. Sem lobby. Discípulo assumido de Telê Santana, último treinador venerado como amante do autêntico futebol brasileiro, Marcelo Oliveira sequer foi cogitado na CBF para suceder Luiz Felipe Scolari. Fora da imprensa mineira, o único comentarista de veículos nacionais a lembrar o nome do técnico do Cruzeiro foi Renato Maurício Prado, do jornal “O Globo” e da Fox Sports. Gente séria. Não é difícil entender. Marcelo não circula entre intermediadores, dirigentes suspeitos e lobistas, inclusive da mídia. Se depender de mudança de caráter ou comportamento pessoal dele para chegar à seleção, jamais será chamado. Até nisso ele é semelhante a Telê Santana, que só foi à seleção com um dos poucos dirigentes sérios: Giulite Coutinho. Gratidão. Que a saída de Ronaldinho seja do jeito que foi a chegada, respeitosa, festiva e feliz. A gratidão é mútua nessa excelente parceria. Maior contratação da história do futebol mineiro e repercussão mundial com ótimos resultados dentro e fora de campo. Que o fim seja de agradecimentos e votos de felicidade eterna. Pós-incêndio. A CBF estava nascendo em 1979 no lugar da CBD, até então comandada pelo almirante Heleno Nunes. Assim como agora, o país exigia mudanças, já que a seleção tinha sido eliminada pelo Paraguai na Copa América daquele ano, com Cláudio Coutinho. Só que agora a CBF é uma entidade estranha, mal vista e dirigida por cartolas que não passam credibilidade.

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