O livre-arbítrio, a onipotência de Deus e a lei de causa e efeito

iG Minas Gerais |

DUKE
undefined
Deus é onipotente, onisciente, onipresente e onividente.  “Onipotente” significa que Ele é todo-poderoso, pode tudo, menos cometer pecado, que seria uma falta de amor infinito para com alguma de suas criaturas como Ele ama a Si mesmo. Dissemos falta de amor infinito porque os atributos de Deus são infinitos, não podendo Ele amar de modo finito, limitado. “Onisciente” quer dizer que Ele sabe tudo. Coisas que nem daqui a bilhões de anos nós, humanos, vamos saber, Ele sabe.  “Onipresente”, ou seja, Ele está presente em tudo, mas onde Ele quiser estar. E com o seu atributo de “onividente”, Deus vê em todas as direções, todo o universo, nada escapando à sua visão. O nosso livre-arbítrio é uma realidade, embora, às vezes, ele possa ser limitado quanto à sua concretização, por exemplo, quando nós encontramos dificuldades para ele ser realizado. O livre-arbítrio se opõe ao chamado determinismo, podendo mesmo mudar o que nos estaria determinado. E isso nos leva à chamada “lei de causa e efeito” ou “lei de ação e reação”, um dos princípios principais da doutrina espírita. (Recomendo sobre esse assunto o esclarecedor e excelente filme espírita “Causa e Efeito”, dirigido por André Marouco, que está em cartaz em rede nacional). A lei de causa e efeito é inexorável. Quem não paga seus erros pelas leis humanas, dela não escapa. Ela é divina e bíblica, e é também universal, pois está presente nas outras escrituras sagradas. E quando se diz que Deus quis que acontecesse alguma coisa, na verdade é essa lei que está funcionando, a qual é manipulada por nós mesmos. E como já falamos, o nosso livre arbítrio é uma realidade, e é somente com ele que nós podemos nos livrar dos efeitos de sofrimento e da dor causados pelos males que semeamos. É que, usando o nosso livre-arbítrio, nós podemos suavizar e mesmo anular o mal que devemos colher. E isso pela prática do amor. “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1 Pedro 4: 8).  Por isso, em qualquer momento de nossa vida, nós podemos provocar nela uma reviravolta, buscando a nossa conversão ou regeneração, isto é, um renascimento espiritual, uma mudança total, ou pelo menos em parte, de nosso modo de ser, usando para isso a nossa vontade, o nosso livre-arbítrio, mesmo que encontremos pela frente algumas dificuldades, pois podemos superá-las com nossa força de vontade. O livre-arbítrio de Deus é completo, pois o projeto divino é isento de quaisquer dificuldades que o impeçam de se concretizar. É que esse projeto divino foi feito com sabedoria infinita, como tudo de Deus é infinito. Mas com relação ao livre-arbítrio de Deus, surge uma dúvida. Quanto mais nós tivermos conhecimento, mais nos surge a opção de escolha entre o que é bom, amoroso, moral, certo, e o que é mau, imoral, errado. E como Deus é infinitamente bom, podendo, pois, vir Dele apenas o bem e coisas derivadas do seu amor infinito, então é como se Ele fosse um ser autômato, fazendo apenas o bem, automaticamente. É também como se Ele tivesse não um conhecimento para decidir entre o bem e o mal, mas um instinto de só fazer o bem.  Há, pois, um misterioso abismo entre os atributos infinitos de Deus e os nossos finitos! Nas quintas-feiras, a partir do dia 27 do corrente, um novo programa deste colunista: “O espiritismo está na Bíblia”, às 17h, pelo www.kardec.tv, sob a administração do Transição e da Fraternidade Francisco de Assis, de Vila Prudente, São Paulo (SP). 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave