Médica diz que muitas tentam perder peso, mas sem sucesso

iG Minas Gerais |

Nova York. A doutora Sigal Klipstein divulgou um relatório sobre as questões éticas do tratamento das grávidas que sofrem de obesidade, fato geralmente visto como um fracasso pessoal que poderia ser evitado ou revertido com motivação e força de vontade, mas evidências sugerem que não é bem assim.

Embora algumas pessoas consigam perder até 40 kg, 45 kg e se manter sem apelar para a cirurgia, a maioria diz que já tentou de tudo e que nada funcionou. “Grande parte das obesas não come em excesso, nem consome alimentos errados de propósito. Os obstetras deveriam abordar o problema, não simplesmente abandonar as pacientes por achar que elas estão fazendo algo errado”, diz.

Sigal é endocrinologista reprodutiva e, pela sua experiência, as que conseguem emagrecer são as mais motivadas e que seguem uma dieta restritiva.

O relatório do comitê enfatiza que “as obesas não devem ser consideradas diferentes de outras pacientes que necessitam de cuidados especiais ou enfrentam riscos de adversidades médicas”. Acrescenta também que elas devem ser tratadas de forma imparcial e classifica de “pouco ético” o médico que recusar cuidados, mesmo tendo capacidade para tal, “simplesmente porque a paciente é obesa”. (JEB/NYT) Influência

Social. Os níveis de obesidade são mais altos entre mulheres “de status socioeconômico mais baixo”, o estudo observa, sendo que muitas “não possuem acesso a opções de alimentos saudáveis”.

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