Após carta contra reeleição de Dilma, Santander diz que aposta no Bras

Botín ressaltou que o Banco Santander investiu US$ 27 bilhões no país e o classificou como "um objetivo prioritário" para sua empresa, que obtém no Brasil 20% de seu lucro total

iG Minas Gerais | Da redação |

Extrato. Texto sobre os reflexos da reeleição de Dilma Rousseff na economia foi divulgado em extrato mensal de correntistas “select”
Reproducao / Santander
Extrato. Texto sobre os reflexos da reeleição de Dilma Rousseff na economia foi divulgado em extrato mensal de correntistas “select”

Os presidentes do Banco Santander, Emilio Botín, e da Telefónica, César Alierta, reafirmaram neste domingo (28) sua aposta no Brasil e garantiram que continuarão a investir no país.

Botín ressaltou que o Banco Santander investiu US$ 27 bilhões no país e o classificou como "um objetivo prioritário" para sua empresa, que obtém no Brasil 20% de seu lucro total.

"Continuamos investindo e incentivando todo mundo para que invista no Brasil", afirmou Botín. O presidente do Santander também falou sobre o relatório enviado na semana passada pelo banco a clientes no Brasil com renda superior a R$ 10 mil e que dizia que uma eventual reeleição da presidente Dilma Rousseff poderia ter efeitos negativos para a economia.

O Santander se desculpou pelo envio do relatório.

Botín esclareceu que o texto "não é do banco", mas de um analista que o elaborou e enviou "sem consultar" seus superiores, e declarou que a divisão brasileira do banco tomou "as medidas cabíveis", sem especificá-las. Na mesma entrevista coletiva, o presidente da Telefónica, César Alierta, disse que o Brasil vai ter um "crescimento espetacular". "Os governantes deste país fizeram um trabalho espetacular; O Brasil passou a ser uma referência mundial; os brasileiros têm que estar orgulhosos", disse ele, ao apresentar a plataforma educativa MiríadaX, patrocinada pelas duas empresas.

Botín e Alierta disseram que estão "convencidos de que o futuro do Brasil é espetacular", e o presidente da Telefônica lembrou que as duas companhias decidiram investir no Brasil quando o clima econômico não era propício.

"Se há duas companhias que investiram no Brasil somos o Santander e a Telefônica. Investimos quando ninguém queria investir. Quando Lula (o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) ganhou as eleições (em 2001) e todos queriam vender, e nós investimos", ressaltou Alierta.

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