Famílias vizinhas ao viaduto da Pedro I começam a ser retiradas

Defesa Civil começa transferência para hotéis de moradores dos condomínios próximos à alça que corre risco de desabamento;

iG Minas Gerais | BERNARDO MIRANDA |

Cidades - Belo Horizonte - MG
Defesa Civil anuncia remocao dos moradores dos predios proximo ao viaduto que caiu no inicio de julho deste ano . Moradores que ficaram sabendo disso junto com a imprensa se revoltam com a decisao e com o descaso

FOTOS: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 23.07.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - MG Defesa Civil anuncia remocao dos moradores dos predios proximo ao viaduto que caiu no inicio de julho deste ano . Moradores que ficaram sabendo disso junto com a imprensa se revoltam com a decisao e com o descaso FOTOS: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 23.07.2014

Começou na tarde deste domingo (27) a retirada de pelo menos 42 famílias que vivem próximo ao viaduto Batalha dos Guararapes, na avenida Pedro I. A medida é uma precaução tomada após a construtora responsável pela obra, Cowan, admitir o risco de queda da alça norte da estrutura, que será demolida, em data ainda não determinada. A alça sul desabou no dia 3 de julho, matando duas pessoas.

As famílias foram cadastradas pela Defesa Civil municipal e estão sendo transferidas para o hotel Soft Inn, que fica na rua Amadeu Quaglia, 40, no bairro São Cristovão, na região Noroeste de Belo Horizonte. A hospedagem será custeada pela Cowan. No entanto, os moradores reclamam de alguns aspectos da remoção.

"Não temos nenhuma garantia de que encontraremos o que deixamos nas nossas casas. Pode passar um caminhão e levar tudo", protesta a vendedora Damares Nonata, de 45 anos, que também está preocupada com a mudança para os dois filhos, que estão na escola.

"Eles têm uma rotina, usam o transporte escolar especial, e não sei se vai ser possível continuar utilizando o mesmo transporte de um local mais longe, pagando o mesmo", diz a vendedora.

Os moradores estimam que o período em que ficarão fora de suas casas é de um mês, segundo informações da Defesa Civil, mas o órgão não soube informar que critérios levaram a estipular tal prazo, até porque a demolição ainda não foi agendada.

Os moradores também reclamam que a transferência traz outras consequências, como a rotina de alimentação, que terá que se adequar ao horário de alimentação estabelecido pelo hotel. “A prefeitura está retirando a nossa liberdade por uma responsabilidade que não é nossa”, alega a dona de casa Jucilaine Alves Martins, de 33 anos.

Jucilaine ainda enfrenta outro problema com a transferência para o hotel. "Eu estou tendo que deixar meu gato aqui porque eles não aceitam animais de estimação lá", lamenta. Os moradores estão deixando suas casas e levando, de acordo com recomendação da Defesa Civil, apenas roupas e objetos de higiene.

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