Hamilton diz ter ficado "chocado" com ordem da equipe

Inglês desabafa após direção da Mercedes determinar que ele deveria diminuir o ritmo para Rosberg passar

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Inglês Louis Hamilton venceu pela segunda vez um Grande Prêmio na temporada 2014 da Fórmula 1
DIVULGAÇÃO/MERCEDES
Inglês Louis Hamilton venceu pela segunda vez um Grande Prêmio na temporada 2014 da Fórmula 1

O clima entre Lewis Hamilton e a Mercedes parece mesmo estar cada vez pior. Depois de fazer críticas públicas à equipe pelos problemas em seu carro, que pegou fogo, no treino de classificação de sábado, o inglês se recusou a seguir uma ordem para deixar o companheiro Nico Rosberg ultrapassá-lo no GP da Hungria deste domingo, no qual terminou em terceiro.

"Eu fiquei muito, muito chocado com o pedido da equipe para que eu fizesse isso (dar a passagem a Rosberg)", declarou Hamilton. "Ele não estava tão próximo a mim para me ultrapassar, eu não poderia desacelerar e perder terreno para o Fernando (Alonso) ou o Daniel (Ricciardo), então foi um pouco estranho."

O inglês largou dos boxes neste domingo e fez uma incrível prova de recuperação, ajudado pela presença do Safety Car na pista em dois momentos. Ele usou uma estratégia de duas paradas, enquanto seu companheiro, Rosberg, teria que parar três vezes. No momento em que a ordem partiu da Mercedes, o alemão ainda precisaria ir aos boxes uma vez, mas para Hamilton isso não justifica o pedido.

"Obviamente eu estava consciente de que estava na mesma disputa que ele. Só porque ele tinha uma parada a mais para fazer, não significa que eu não eu não estivesse na mesma corrida", comentou o inglês. "Se eu deixasse ele passar, ele poderia disparar na frente e me deixar para trás depois."

Depois de largar dos boxes, Hamilton conseguiu ficar à frente do líder da temporada, justamente Rosberg, e tirar três pontos em relação a ele. Ainda assim, ficou insatisfeito com o resultado geral do fim de semana. "Fui limitado pelo treino. Eu estava forçando o máximo que podia para chegar o mais longe possível", comentou.

 

Agência Estado

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