Filosofia de trabalho também precisa mudar

iG Minas Gerais |

Fazer escolhas melhores nos momentos de convocação é preciso, porém não é a única mudança que precisa ser feita para que a seleção volte aos trilhos. É necessário alterar a mentalidade de trabalho do comando da comissão técnica, já que, na última década, só se fala em buscar resultados sem se preocupar com a qualidade do futebol que está sendo exibido em campo. E, nesse ponto, o novo ciclo já começa com problemas, já que Dunga é o retrato dessa realidade: logo em suas primeiras palavras na volta ao cargo de treinador, ele fez questão de deixar claro que continuará nessa linha. Há muito tempo o Brasil não tem vocação ofensiva e se sustenta em bons nomes que possui para o sistema defensivo, o que acabou ruindo nesta Copa com o maior número de gols sofridos por um anfitrião em toda a história da competição. O jogo bonito, que marcou o país como símbolo do futebol, desapareceu da filosofia de trabalho das pessoas que estão no comando. Não seria a hora de deixar a defensiva e voltar ao passado para resgatar o que o Brasil sempre teve de melhor? Com a palavra, o novo treinador da seleção: “A gente fala de futebol-arte, mas o que é futebol-arte? O goleiro fazer uma defesa e o zagueiro cortar uma bola é arte. Pelé é um mito. Não vamos encontrar um Pelé toda hora. Um ídolo não se cria, um ídolo vai criando seu espaço com resultados. Temos que aliar talento, trabalho e humildade para conseguirmos resultados”, destacou Dunga, bem ao seu estilo. (FR)

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