Uma base titular, mas ainda longe de um elenco

Seis nomes de 2014 podem estar no próximo Mundial

iG Minas Gerais | Felipe Ribeiro e Josias Pereira |

Dunga acredita que há muitas coisas a serem aproveitadas em relação a 2014
FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO – 22.7.2014
Dunga acredita que há muitas coisas a serem aproveitadas em relação a 2014
O fim da era Scolari foi bem longe do esperado pelo torcedor brasileiro, com um vexame histórico numa Copa do Mundo em que o Brasil foi o dono da casa. A vergonha já está nas páginas do esporte, jamais será esquecida, mas a vida segue, e, para voltar a fazer bonito, será preciso mudar. Se a base do poder da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está mantida, houve mudanças relacionadas diretamente à parte de campo. Gilmar Rinaldi assumiu a coordenadoria de seleções e trouxe de volta um nome que já comandou o time, mas não tem a preferência do torcedor: Dunga. Em comum com Felipão, além de ser gaúcho, o novo comandante também destacou que existe uma base já pensando na Copa do Mundo de 2018 e que há muitas coisas a serem aproveitadas em relação ao trabalho que foi feito no Mundial deste ano. É verdade que, falando em termos de time titular, existe uma espinha dorsal com os nomes que estiveram em campo até a disputa de terceiro lugar contra a Holanda.  O presente aponta que o futuro da equipe pentacampeã tem uma dupla de zaga pronta, um lateral-esquerdo, dois meias e um atacante. Um bom começo, mas longe do era esperado quando uma reformulação foi prometida ainda na Copa de 2010, justamente quando Dunga foi demitido em sua primeira passagem, e não cumprida no Mundial como anfitrião. No fim das contas, a aposta foi por jogadores mais rodados, mas sem a mesma capacidade de outrora. Thiago Silva, David Luiz, Marcelo, Oscar, Willian e Neymar deverão ser figurinhas carimbadas na Rússia, a não ser que uma obra do destino os tire dessa rota. Um bom começo rumo à nova caminhada, mas bem distante de um elenco, num problema parecido com o enfrentado neste ano, sem peças com capacidade para mudar a dinâmica durante uma partida. Logicamente, em quatro anos poderão aparecer novos jogadores de destaque, e outros jovens não aproveitados agora, por opção ou pela fase abaixo do que podem render, deverão ter oportunidade. Philippe Coutinho e Lucas poderiam ter jogado a Copa. Sem contar que não é possível desprezar Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato, que não estão bem há algum tempo, mas ainda são jovens e poderão dar a volta por cima.

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