Os desafios de Dunga no retorno

Alterações no time e comportamentais precisarão ser feitas no ciclo que visa a Copa de 2018

iG Minas Gerais | Josias Pereira |

Vai conseguir? Dunga está recebendo sua segunda oportunidade no comando da seleção brasileira e terá como grande objetivo formar e trabalhar um grupo capaz de chegar forte à próxima Copa do Mundo
RAFAEL RIBEIRO/ CBF
Vai conseguir? Dunga está recebendo sua segunda oportunidade no comando da seleção brasileira e terá como grande objetivo formar e trabalhar um grupo capaz de chegar forte à próxima Copa do Mundo

Quatro anos se passaram, e uma coisa jamais muda: a pressão de ser o técnico da seleção brasileira. Dunga irá experimentar esse peso pela segunda vez na curta carreira à beira dos gramados. Diferentemente de 2006, quando assumiu o posto pela primeira vez, os desafios do treinador à frente do selecionado verde-amarelo estão longe de se limitar à disciplina e ao incontestável prazer de defender a camisa canarinho com patriotismo. O futebol nacional atravessa uma crise de valores, de conceitos que passam da formação de jogadores ao sistema organizacional de sua confederação.

É nesse panorama sombrio, aprofundado após a goleada vexatória sofrida pela seleção brasileira no Mineirão para a Alemanha pelo impiedoso placar de 7 a 1, que Dunga terá a missão de reconduzir o escrete canarinho ao caminho das vitórias e conquistas. Resta saber se a necessidade de respostas imediatas irá contribuir positivamente ou negativamente na formação do elenco.

“Tem de acontecer uma mudança. Não temos mais o melhor futebol, mas continuaremos sempre brigando pelas conquistas, mantendo as estatísticas e com aquele respeito. Mas não temos aquela magia que encantou o mundo. Precisamos melhorar nosso futebol coletivo. Hoje temos um jogador excepcional e vários comuns”, avalia Tostão, ex-jogador e colunista de O TEMPO.

Tratando-se do capitão do tetra, as opiniões são divergentes. O retorno de Dunga traz à tona dúvidas sobre a capacidade de comando, além de críticas à CBF e sua administração. “Pode colocar qualquer um lá. O que precisa é mudar a mentalidade em relação ao futebol”, afirma Tostão.

“Eu acho um absurdo a escolha do Dunga. Isso não vai mudar em nada a situação da seleção. Pelo contrário. Sua mentalidade antiquada só irá prejudicar ainda mais”, contesta Luizinho, ex-zagueiro de Villa Nova, Atlético e Cruzeiro.

O futebol nacional está em polvorosa, e os desafios de Dunga serão maiores do que o esperado por todos.

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