Limites, consequências e riscos

iG Minas Gerais |

A economista Maria Fernanda gosta de postar fotos das viagens
Arquivo pessoal
A economista Maria Fernanda gosta de postar fotos das viagens

Não tem um dia em que a economista Maria Fernanda Dias, 50, não faça uma postagem em sua página no Facebook. Ela calcula que passe pelo menos 30 horas semanais conectada, e a maioria das suas publicações é de viagens.

“As fotos servem para os amigos acompanharem meus passos ou para registrar algum momento coletivo particularmente importante. A minha exposição no Facebook é controlada. Tenho grupos fechados e algumas fotos não são permitidas para todos verem”, diz.

Para evitar prejuízos futuros em relação aos conteúdos publicados, o professor Pablo Moreno, diz que é preciso adotar algumas medidas. “O limite à exposição é sempre pensar um pouco antes de postar. Quem pode ver aquilo? Quem pode se ofender? Isso, de alguma maneira, vai contra a forma como eu quero ser percebido? Refletir é a melhor forma de se defender perante a essa necessidade de instantaneidade dos dias atuais. Vale tanto para fotos quanto para opiniões”, alerta.

Os riscos para quem posta é ser exposto a constrangimentos que podem trazer consequências negativas à vida pessoal e profissional, caso a pessoa exagere, segundo Moreno. “É preciso sempre pensar no que cada um considera como público e privado em sua vida e no que não gostaria de ter exposto nas redes. De fato, não existe um manual, mas o conselho que eu daria é que cada um refletisse bastante antes de postar algo e pensar nas consequências que aquilo pode trazer para si ou para os outros”, diz.

Maria Fernanda nunca foi prejudicada por suas postagens, mas se diz em alerta e ciente dos riscos. “Inegavelmente as redes são instrumentos facilitadores de socialização, e eu as considero fundamentais e extremamente úteis, mas temos que aprender a nos ‘defender’, sem nos tirar o prazer da utilização”, pondera.

Rede social deprimente

Instagram é a rede social mais deprimente e ainda pior do que o Facebook. De acordo com a revista norte-americana “Slate”, pelo fato de o Instagram ser baseado em imagens, ele cria uma distorção mais forte da realidade. “Uma foto pode provocar uma poderosa comparação social imediata que pode desencadear sentimentos de inferioridade. Em uma verdadeira batalha de gladiadores dos selfies, o Instagram é o único Coliseu. Se você vê belas fotos de seu amigo, uma maneira de compensar é se fazer presente com fotos ainda melhores”, diz o texto.

Curiosidades

Bragger: Nome dado a quem se autopromove na rede. Palavra de origem inglesa que significa algo como “fanfarrão”.

Atazagorafobia: É o medo irracional de ser esquecido ou ignorado. Com a internet e as redes sociais, essa fobia está se tornando cada vez mais frequente.

SnapChat:  Aplicativo que, segundo o professor universitário Pablo Moreno, ilustra essa necessidade de exposição, mas também o medo de ser exposto.

“O programa permite que você compartilhe fotos ou vídeos, mas o conteúdo só é enviado às pessoas que você escolher e só fica disponível pela quantidade de segundos que o emissor determinar. Ao ‘reprisar’ ou salvar o conteúdo, a pessoa que enviou é notificada”, diz Moreno.

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