Gestões municipais têm visões distintas de obras

. Aeródromos podem representar gastos ou benefícios

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Prefeitura de Ubá reclama do alto custo de manutenção do aeroporto
RUYMAR ANDRADE / PREF UBÁ
Prefeitura de Ubá reclama do alto custo de manutenção do aeroporto

O aeroporto de Ubá, na Zona da Mata, foi contemplado com R$ 30,5 milhões para melhorar sua capacidade de atendimento. A obra, que terminou em 2013, porém, não gerou ganhos tão consideráveis para a região, pelo menos na opinião do secretário de Ambiente e Mobilidade Urbana do município, Felipe Tamiozzo, responsável pela manutenção da pista de voo. “Ainda falta a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) homologar e autorizar o uso. O problema é que a prefeitura tem gastos para mantê-lo”, afirma.

Ele conta que a pista de 1.400 m foi herdada da administração anterior, já que a obra teve início em 2008, dentro do Programa Aeroportuário de Minas. Desde então, o local recebe apenas voos pequenos e com pouca frequência. “Os aviões que chegam são de pessoas daqui da região mesmo. Não é sempre. Ganhamos esse presente que temos que manter, mas que acaba sendo um problema”, diz. Segundo ele, a prefeitura desembolsa R$ 120 mil por ano para manter quatro vigias e arcar com telefone, internet e podas de grama.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Ubá, Aldeir Ferraz, pousos e decolagens só podem ocorrer durante o dia. “A prefeitura quer regularizar tudo logo para que uma empresa assuma a administração dele”, explica.

Para a Prefeitura de Oliveira, na região Centro-Oeste de Minas, o total de R$ 2,4 milhões recebidos pelo governo estadual para adequação da sua infraestrutura foi importante para alavancar a região. “O aeroporto é muito usado por empresas da região. Em dia de festas na cidade, por exemplo, é muito comum isso ocorrer. Na última mesmo, diversos jatinhos desceram aqui, mesmo de madrugada”, afirma o secretário de Cultura, Cássio Silva.

O município planeja, agora, trazer empresas que possam explorar a pista de 1.800 metros de forma comercial. “As empresas daqui são as que mais usam, mas com voos comerciais seria melhor. Existe um clamor grande para isso”, diz Silva. (IL)

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