Ataques no Afeganistão deixam 15 mortos

Ataques do Taleban se focaram na província de Kandahar, onde os militantes mataram seis policiais em conflitos em 15 delegacias, segundo informou Dawa Menapal, porta-voz do governo regional

iG Minas Gerais |

Diversos ataques no Afeganistão, incluindo centenas de militantes do Taleban invadindo postos da polícia no sul do país, deixaram pelo menos 15 mortos neste sábado, enquanto a recontagem dos votos da eleição presidencial foi interrompida, em função de um feriado prolongado.

Os ataques do Taleban se focaram na província de Kandahar, onde os militantes mataram seis policiais em conflitos em 15 delegacias, segundo informou Dawa Menapal, porta-voz do governo regional. Na província de Helmand, uma bomba escondida em uma motocicleta matou cinco civis e deixou outros quatro feridos no distrito de Marjah. Na capital afegã, Cabul, uma explosão matou um militar e feriu seu motorista. Já na província de Herat, homens armados mataram três oficiais do Exército.

O líder do Taleban, mulá Mohammad Omar, disse que um acordo de segurança bilateral que permitirá que milhares de soldados dos EUA permaneçam no Afeganistão após o fim deste ano significará que os ataques do grupo vão continuar. Ele pressionou que os dois candidatos a presidente, Ashraf Ghani Ahmadzai e Abdullah Abdullah, não assinem o pacto.

"Nós acreditamos que a guerra no Afeganistão vai terminar quando todos os invasores estrangeiros saírem e um regime islâmico sagrado e independente prevaleça aqui. A presença de um número mesmo que limitado de tropas significará a continuação da ocupação e da guerra", disse Omar em uma mensagem transmitida antes do início do feriado de Eid al-Fitr, que marca o fim do mês sagrado do Ramadã.

Enquanto isso, a Comissão Eleitoral Independente interrompeu a recontagem dos votos da disputa presidencial. Segundo o presidente do grupo, Ahmad Yousuf Nouristani, os trabalhos só serão retomados após o feriado. Resultados extraoficiais altamente contestáveis mostram o ex-ministro de Finanças Ahmadzai muito à frente do seu rival, o ex-ministro de Relações Exteriores Abdullah, na disputa do segundo turno, realizada em 14 de junho.

Entretanto, como os dois lados se acusam reciprocamente de fraude, um acordo negociado pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, estabeleceu que todos os 8 milhões de votos serão auditados, sob supervisão internacional, em um período de três a quatro semanas. Fonte: Associated Press.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave