Governo não considerou risco de inflação

Outra preocupação de Shikida é com a falta de independência do Banco Central diante do Ministério da Fazenda

iG Minas Gerais | Ludmila Pizarro |

Aumentar o crédito e incentivar o consumo como pretendem as novas medidas do Banco Central podem ter, no longo prazo, a mesma consequência que baixar as taxas de juros, ou seja, aumentar a inflação. Essa é a analise do professor e pesquisador em economia, Cláudio Shikida. “Liberar o crédito é um espelho de baixar a Selic. A medida demonstra que o BC não está preocupado com a inflação”, argumenta o professor.  

Esse aumento na inflação, porém, pode vir em um prazo mais longo, já que, segundo Shikida, os reflexos da liberação de recursos via liberação de depósitos compulsórios “podem ser mais lentos pois dependem de muitas variáveis”, explica. Além disso, o professor afirma que “a economia não está crescendo para precisar de aumento de crédito”.

Outra preocupação de Shikida é com a falta de independência do Banco Central diante do Ministério da Fazenda. “Parece uma atitude para agradar o Ministério da Fazenda e o ministro Guido Mantega que tem uma política de incentivo ao crédito”, analisa Shikida.

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