A nova Cacilda de Zé Celso

Diretor leva ao palco mais uma montagem, a 5ª que assina, focalizando a mítica atriz

iG Minas Gerais |

Quinto. Com seu novo musical, Zé Celso Martinez diz encerrar ciclo sobre Cacilda
CRISTIANO TRAD / OTEMPO
Quinto. Com seu novo musical, Zé Celso Martinez diz encerrar ciclo sobre Cacilda

Ainda há três textos sobre Cacilda Becker escritos por Zé Celso Martinez prontos para serem encenados, mas por ora o diretor do Teatro Oficina anuncia “Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada” como o quinto e último espetáculo sobre a atriz brasileira. “É preciso dar um tempo a este trabalho intenso e exigente demais”, diz Zé Celso. Ele diz que só encontra equivalente para um personagem como Cacilda em Cleópatra e Rosalinda (protagonista de “Do Jeito que Você Gosta”, de Shakespeare). “Cacilda é uma semente a ser devorada e replantada em nós”, diz.

O fim da relação amorosa entre Cacilda Becker (1921-1969) e Adolfo Celi (1922-1986), primeiro diretor artístico do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), é tema central do novo musical. A atriz Tônia Carrero (Joana Medeiros), novo foco da paixão de Celi (Roderick Himeros), destrona Cacilda (interpretada por Camila Mota e Sylvia Prado). Sua coroa é caçada por Carrero, montada em um cavalo.

Três textos interpretados por Cacilda ajudam a contar seu drama: as peças “Seis Personagens à Procura de um Autor”, de Luigi Pirandello, “Antígona”, de Sófocles, e “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho. “Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada” se inicia com Pirandello, encenado por Celi em 1951 e visto por Zé Celso como apogeu do reinado de Cacilda no TBC. Trechos de “A Dama das Camélias” se tornam diálogos de uma Cacilda ciumenta que antevê seu abandono. Somente após viver Antígona e sentir na pele a catarse promovida pela tragédia de Sófocles é que consegue enterrar seu amor e se vê pronta para seguir seu caminho.

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