De malandro a bom pai e músico engajado

Lembrado pelo personagem Pescoço, Nando Cunha mostra outras facetas

iG Minas Gerais |

Ator considera o samba um modo de resistência da cultura negra
João Miguel Júnior/globo
Ator considera o samba um modo de resistência da cultura negra

SÃO PAULO. Depois de divertir o público com as trapalhadas do malandro Pescoço, de “Salve Jorge” (2012), o ator Nando Cunha dá vida ao batalhador Dante, de “Geração Brasil”, na Globo. “São personagens completamente diferentes. Dante é um pai presente, um músico engajado, responsável, atencioso, companheiro e fiel à mulher, que é sua musa inspiradora”, comenta o ator.

Mesmo na pele de um pai de família exemplar, que zela pela criação do filho, Matias (Danilo Santos Ferreira), e do sobrinho Davi (Humberto Carrão), Cunha ainda colhe os frutos do malandro que ficou na memória do público. “Me chamam de Pescoço a todo momento, em qualquer lugar que eu esteja. E eu não me incomodo. Esse papel vai ficar na minha vida”, comenta.

Com um personagem tão marcante em sua carreira, o ator conta que não teve medo de ser chamado para interpretar o mesmo tipo novamente. “Mesmo que fosse outro malandro, teria personalidade diferente”, diz.

Cunha já deu vida ao divertido soldado Brasil, de “Desejo Proibido” (2007), e ao palhaço Pimpinela, de “Araguaia”, na emissora carioca. “Ainda tive o prazer de interpretar o Grande Otelo na série ‘Dalva e Herivelto, uma Canção de Amor’ (2010)”, diz.

Com Dante, Cunha se dedica a um sonho. É que o personagem de “Geração Brasil” tem um grupo de samba, o K-Samba Trio. “O samba sempre foi presente em minha vida”, conta o ator, que já teve um grupo do gênero chamado Manguaça. “Tenho o samba como um grande foco de resistência da cultura negra, ele é a nossa raiz”, comenta.

Cunha aproveitou para mostrar uma outra faceta de sua veia artística, a de compositor. “Em parceria com o compositor Fred Camacho, compus duas músicas para novela: ‘Olhos de Cetim’ e ‘Samba Levado’”.

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