Triumph traz a versão mais sofisticada da Thunderbird, a Commander

Modelo tem como apelo o conforto para o piloto e aposta em soluções tecnológicas e inusitadas para o segmento, como o motor de dois cilindros em linha

iG Minas Gerais | Eduardo Rocha |

Triumph Thunderbird Commander Foto: Triumph/Divulgação
Triumph/Divulgação
Triumph Thunderbird Commander Foto: Triumph/Divulgação

O bom momento que vive no mercado brasileiro encorajou a Triumph a ampliar o seu line-up com a importação da versão Commander, a mais luxuosa da cruiser Thunderbird – que já é vendida na configuração Storm.

A Commander chega às concessionárias da marca por R$ 53.990. As diferenças mais marcantes entre as versões são visuais. A Commander ganha uma série de cromados para assumir um aspecto mais luxuoso. Os faróis duplos agora ficam instalados sobre um painel frontal metálico. O guidão é maior e bem curvado para cima. Os pneus dianteiros são mais largos. E o banco do piloto, em viscoelástico, é maior e mais confortável. Ele conta com um pequeno apoio lombar, que ajuda nas viagens mais longas.

Por causa desse aumento no tamanho do banco, a Triumph acabou promovendo as mudanças mecânicas. O chassi tubular foi rebaixado na região sob o piloto para que uma espuma mais volumosa fosse utilizada. O conforto do condutor aumentou, mas a alteração roubou um pouco da potência do motor. Com a redução da altura do assento, a caixa de ar teve de ser reduzida. Menos ar significa menor quantidade de oxigênio na câmara de combustão e, consequentemente, menor potência.

O número caiu de 98 para 93,8 cv. O torque também encolheu: passou de 16,1 para 15,4 kgfm. Essa queda, no entanto, só faz efeito no regime máximo, pois de resto a dinâmica do propulsor se mantém exatamente a mesma da configuração da Storm. Trata-se de um dois cilindros paralelos e refrigeração líquida. Ele tem exatos 1.699 cm³, é gerenciado por um câmbio de seis marchas e tem transmissão final em correia dentada.

A ideia da Triumph é mesmo apimentar o nicho com tecnologia, conforto e ciclística mais aprimorada – tradicionalmente, os pontos mais fracos dos modelos no segmento.

Impressões

Enquanto nas motos “normais” o piloto monta, numa verdadeira cruiser ele se senta quase como em uma espreguiçadeira. Essa posição mais relaxada tem bons e maus efeitos colaterais. A dirigibilidade perde em agilidade e precisão – ainda mais em terrenos acidentados –, mas o conforto tem ganhos consideráveis, principalmente em estradas bem asfaltadas. A Triumph, porém, não se conformou com esta equação e elevou a um nível bem alto tanto o conforto quanto a ciclística da Thunderbird Commander. Até mesmo na hora de encarar as curvas, a motocicleta se mostra mais à vontade do que as cruiser costumam ficar.

O trajeto, é verdade, não chegou a ser uma prova de fogo para nenhum piloto. Foram somente 28 km, o que para um modelo do segmento, é apenas aquecimento. De qualquer maneira, algumas características ficaram bem evidentes. O motor 1700 da Thunderbird vibra pouquíssimo e e basta vencer a inércia, nem que seja a 5 km/h, para a moto exibir um enorme equilíbrio. Na estrada, as acelerações são vigorosas e as retomadas, mesmo em marchas altas, são instantâneas. E a maciez do banco justifica todo o trabalho que a engenharia inglesa teve. O guidão alto fica em uma posição em que a mão do piloto naturalmente pousa. Ou seja: apesar de ser uma cruiser, a Commander não é uma vítima do estilo.

 

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