Doleiro Alberto Youssef sofre infarto dentro da prisão em Curitiba

Suspeito de comandar esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras está na UTI no Hospital Santa Cruz, após ser submetido a um cateterismo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Como? Alberto Youssef avisou para Nelma Kodama o dia da operação e ela ofereceu rota de fuga aérea
JOEDSON ALVES/ESTADÃO CONTEÚDO - 18.10.2005
Como? Alberto Youssef avisou para Nelma Kodama o dia da operação e ela ofereceu rota de fuga aérea

O doleiro Alberto Youssef sofreu um infarto dentro da custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde ele está preso desde 17 de março deste ano. Ele passou por um cateterismo, procedimento que visa desobstruir a artéria entupida, e continua numa UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

É o terceiro infarto que Youssef sofre desde setembro do ano passado, segundo o advogado Antonio Augusto Figueiredo Basto, que defende o doleiro. "O estado do Alberto é complicado porque ele sofre de uma cardiopatia aguda", disse Figueiredo Basto à reportagem.

Cardiopatia é um termo genérico para designar problemas cardíacos. O infarto ocorreu na madrugada desta sexta-feira (25), e o doleiro foi levado a um hospital privado, o Santa Cruz.

Durante as investigações da Operação Lava Jato, no segundo semestre do ano passado, Youssef sofreu dois infartos e passou cerca de um mês internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O advogado diz que vai pedir à Justiça federal que Youssef continue internado e depois cumpra a prisão em casa, como prevê a legislação. Na custódia da PF, o doleiro não tinha acesso a uma dieta diferenciada porque, segundo o advogado, "isso poderia caracterizar privilégio".

O doleiro responde a cinco ações penais, todas abertas a partir da Operação Lava Jato, nas quais é acusado de remessas ilegais para o exterior e de lavar recursos desviados da obra da refinaria Abreu e Lima, da Petrobras, que está sendo construída em Pernambuco.

A PF acusa Youssef de ter liderado um esquema de lavagem que teria movimentado R$ 10 bilhões.

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