Pastor Everaldo vê 'decepção' com governo e quer Estado mínimo

Candidato ao Planalto conta com um discurso afiado em relação a críticas à gestão petista e vê liberalismo econômico uma boa resolução para o país

iG Minas Gerais | LUCAS RAGAZZI* |

O pastor da Assembleia de Deus é autor de diversas frases de efeito e críticas contra a gestão petista
Divugação/PSC
O pastor da Assembleia de Deus é autor de diversas frases de efeito e críticas contra a gestão petista

Dezenove dias após o início da campanha eleitoral, o candidato do PSC, Pastor Everaldo, continua a percorrer o país em busca de divulgar seu projeto de governo e angariar apoio. Em conversa com a reportagem de O TEMPO, o empresário afirma que os brasileiros estão decepcionados com a atual gestão da presidente Dilma.

"Tenho constatado que existe uma grande decepção da população brasileira com a presidente. Você vê, desde a redemocratização, Collor entregou um país melhor para Itamar Franco, que entregou um governo melhor para Fernando Henrique, que entregou tudo organizado para Lula, que 'surfou' e conseguiu entregar um Brasil melhor para Dilma. Já ela não vai fazer isso. Quem for eleito, vai encontrar um Estado pior do que há 4 anos", diz.

Everaldo Dias Pereira, de 58 anos, ingressou na política em 1982, quando integrou a campanha para vereador de um amigo. Desde então, ele já esteve ao lado de Leonel Brizolla e Anthony Garotinho, atuando como cabo eleitoral e, em 1999, como subsecretário da Casa Civil do Rio de Janeiro.

Para ele, Dilma encontrou, em 2010, um país com a estima 'lá em cima' e acabou fazendo o povo ficar desacreditado. "Hoje nós enfrentamos uma crise moral, uma crise institucional. É o fundo do poço a situação a qual o país alcançou".

O pastor da Assembleia de Deus é autor de diversas frases de efeito e críticas contra a gestão petista. Sobre a atuação do Itamaraty no conflito entre Israel, palestinos e o Hamas, na qual o governo brasileiro convocou o embaixador israelense no país para discutir o assunto, Everaldo chamou de 'situação desastrosa'. "Parece que só há pessoas que não pensam e que só agem por um viés ideológico", alfineta.

No início do ano, uma revista voltada para o público gay chegou a declarar Everaldo como um dos maiores inimigos da militância da defesa dos direitos homossexuais. Em 2012, o presidenciável foi o cabeça da campanha ‘homem + mulher = família', do PSC. Ele é constantemente visto com outros políticos polêmicos, como Marco Feliciano, Jair Bolsonaro, Magno Malta e o pastor Silas Malafaia.

Dono de uma visão ideológica incomum - ou pelo menos pouco divulgada - dos políticos brasileiros, o pastor defende a ideia do liberalismo econômico, com o 'Estado mínimo'. "Eu assumo e falo com clareza tudo aquilo que acredito. O que não for da competência do Estado, deve ser entregue à iniciativa privada. Deve-se focar a educação, a saúde e a segurança pública", diz, convicto.

De acordo com ele, a grande diferença do orçamento de sua campanha, colocada no TSE com um limite de gastos de R$ 50 milhões (os diretórios de Aécio e Dilma colocam um valor superior a R$ 290 milhões), não será decisiva.

"Não serão os milhões que irão convencer a população. O meu discurso, as minhas propostas, vão de encontro ao coração da família", diz.

*Supervisionado por Cândido Henrique Silva

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