Após reunião, delegação volta a Argentina para buscar orientações

Segundo o mediador, Daniel Pollack, haverá "novas conversas" com as duas partes antes que termine o prazo para o pagamento dos credores, no dia 30 de julho

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Após um encontro rápido com o mediador do caso sobre a dívida argentina em Nova York na manhã desta sexta (25), a delegação do país retorna à noite a Buenos Aires para "buscar mais orientações do governo" sobre o posicionamento argentino.

Segundo o mediador, Daniel Pollack, haverá "novas conversas" com as duas partes antes que termine o prazo para o pagamento dos credores, no dia 30 de julho. A Argentina está à beira de um novo calote. "Não foi alcançada ainda nenhuma solução para o impasse entre as partes", disse Pollack, em nota.

Depois de pouco mais de uma hora de reunião com a missão argentina, o mediador conversou por telefone com os representantes dos fundos litigantes.

"Eles me reiteraram sua vontade e disposição de se encontrar comigo e com os representantes da Argentina a qualquer hora", afirmou Pollack.

No encontro de quinta (24), a Argentina recusou manter negociações diretas com os credores.

Pagamento

Na próxima quarta-feira (30), termina o prazo para que o governo argentino pague uma parcela de sua dívida reestruturada.

Uma decisão recente da Justiça americana, no entanto, determinou que esse pagamento só poderá ser feito de forma simultânea ao pagamento de US$ 1,3 bilhão aos fundos litigantes, que não renegociaram sua dívida.

A Argentina vinha pedindo à Justiça a suspensão da execução da ordem judicial para ganhar tempo, já que, em dezembro, vence uma cláusula do acordo de reestruturação que prevê que o país não pode oferecer uma melhor condição de pagamento aos credores que ficaram de fora do pacote.

O temor é de novas cobranças pelos fundos da dívida reestruturada. O juiz americano Thomas Griesa, contudo, negou mais uma vez o pedido na última terça-feira (22).

Segundo o governo argentino, as "implicâncias sistêmicas" dessa cláusula seriam da ordem de US$ 320 bilhões a US$ 500 bilhões.