PC considera precipitada a demolição da outra alça do viaduto

Ainda conforme a corporação, a perícia não leva em conta o laudo apresentado pela Cowan, uma vez que a investigação deve ser isenta e autônoma

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Cidades - Belo Horizonte - MG
Defesa Civil anuncia remocao dos moradores dos predios proximo ao viaduto que caiu no inicio de julho deste ano . Moradores que ficaram sabendo disso junto com a imprensa se revoltam com a decisao e com o descaso

FOTOS: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 23.07.2014
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte - MG Defesa Civil anuncia remocao dos moradores dos predios proximo ao viaduto que caiu no inicio de julho deste ano . Moradores que ficaram sabendo disso junto com a imprensa se revoltam com a decisao e com o descaso FOTOS: FERNANDA CARVALHO / O TEMPO / 23.07.2014

Durante coletiva realizada na tarde desta sexta-feira (25) a Polícia Civil (PC) disse não levar em consideração o laudo apresentado pela Cowan por ter uma apuração "isenta e autônoma" e ainda disse que considera precipitada a decisão pela demolição da outra alça do viaduto, uma vez que ainda não se sabe se o acidente foi provocado somente pelos erros no projeto executivo.

A coletiva contou com a presença do delegado responsável pela investigação, Hugo Silva, e do diretor do Instituto de Criminalística, Marco Antônio Paiva. Foi dito que os estudos já estão terminando, porém, é necessário fazer uma escavação no local onde o pilar afundou. "O problema é que ela só poderá ser feita depois que a demolição da alça que caiu terminar", explicou Paiva. Quando a escavação for iniciada, serão outras 30 dias para a conclusão do laudo pericial. 

Durante a coletiva, o criminalista ainda afirmou que acha precipitado demolir a alça norte, conforme foi proposto pela Cowan após apresentação do laudo feito por um especialista contratado por ela. "Pode ter havido, também, uma falha na execução da obra. A perícia precisa eliminar todas as hipóteses antes. Ainda é cedo para afirmar que alguém seja o responsável pela tragédia", disse Paiva. 

Para a PC, a perícia não considera o laudo apresentado pela Cowan, uma vez que a apuração da corporação deve ser isenta e autônoma. 

A investigação

De acordo com o delegado Silva, paralelamente às provas técnicas colhidas pela perícia, existem também as provas subjetivas, colhidas por meio dos depoimentos de testemunhas. "Até o momento já foram ouvidas 53 pessoas, que apontam o contexto em que se dava a obra e o momento do acidente", explicou o policial. 

Ainda conforme o delegado, com a retirada dos moradores dos prédios próximo será possível acelerar a demolição. "Os escombros estão muito próximos da casa das pessoas e não queríamos causar transtornos. Com a retirada deles, será possível adiantar a escavação que finalizará a perícia", defendeu Silva.