Juíza do caso Eliza acredita que encontro de corpo não altera processo

Processo está em fase de análise de recursos, feitos pela defesa dos réus; revisão da dosimetria é possível mesmo sem o encontro do cadáver

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Cidades - Mais dois acusados de envolvimento no sumico e morte de Eliza Samudio , ex - amante do goleiro Bruno Fernandes , comecam a ser julgados no Forum Doutor Pedro Aleixo , em Contagem , na Regiao Metropolitana de Belo Horizonte MG. Elenilson Vitor da Silva , caseiro do sitio do ex - atleta em Esmeraldas , e Wemerson Marques de Souza , o Coxinha . Na foto: Juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues .  Foto: Alex de Jesus/O Tempo 28/08/2013
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Cidades - Mais dois acusados de envolvimento no sumico e morte de Eliza Samudio , ex - amante do goleiro Bruno Fernandes , comecam a ser julgados no Forum Doutor Pedro Aleixo , em Contagem , na Regiao Metropolitana de Belo Horizonte MG. Elenilson Vitor da Silva , caseiro do sitio do ex - atleta em Esmeraldas , e Wemerson Marques de Souza , o Coxinha . Na foto: Juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues . Foto: Alex de Jesus/O Tempo 28/08/2013

A juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que presidiu os julgamentos dos envolvidos na morte da modelo Eliza Samudio informou, na manhã desta sexta-feira (25), que não acredita que o processo sobre o caso sofra alterações com o encontro do corpo da modelo. O primo do goleiro Bruno Fernandes, Jorge Luiz Rosa, acompanha a polícia, nesta manhã, até o local onde afirma estar o cadáver, nas proximidades do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins na região metropolitana de Belo Horizonte.

"Objetivamente, juridicamente, a meu ver, não muda nada. Embora o processo esteja em grau de recurso, eu não acredito que isso vá influenciar os desembargadores que vão julgar o recurso da defesa para considerar, por exemplo que os jurados tenham julgado errado, porque eles julgaram com base no que tinha de provas até aquela data”, justificou.

Ainda segundo Marixa, uma revisão das penas dos condenados - o goleiro, como mandante, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, pela execução de Eliza, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, braço direito de Bruno - pode acontecer, independente do encontro do corpo, assim como a realização de uma nova dosimetria das penas, já que os defensores dos réus pediram pela redução das condenações. Por outro lado, um aumento das penas seria impensado, isso porque o Ministério Público do estado de Minas Gerais (MPMG) não entrou com recurso para isso. “Eles (os réus) já foram condenados pela ocultação de cadáver, e achar o corpo não muda isso”, explica.

Para a magistrada, se o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Wagner Pinto, resolveu fazer diligências para apurar se há fundamento nas declarações de Rosa, é porque ele acredita na veracidade das informações repassadas. “O delegado é um profissional muito sério e ele trabalhou na fase do inquérito policial, conhece o caso também quanto eu”.

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