Buscas são encerradas e restos de Eliza não são encontrados

Nessa quinta-feira (24), Rosa teria afirmado saber o local onde o cadáver está enterrado; polícia encontrou sapatos e uma luva em terreno de Vespasiano

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas | - Atualizada às

Buscas pelo corpo de Eliza Samudio encontram novas pistas
ALEX DE JESUS/O TEMPO
Buscas pelo corpo de Eliza Samudio encontram novas pistas

As buscas pelos restos mortais da ex-namorado do goleiro Bruno Fernandes, Eliza Samudio, foram encerradas, no início da tarde desta sexta-feira (25), sem que a polícia encontrasse qualquer pista de que a vítima tenha sido enterrada em um lote, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, como apontou o primo do atleta, Jorge Luiz Rosa, nessa quita-feira (24).

O buraco aberto por uma retroescavadeira foi de cerca de quatro metros de profundidade, bem próximo a um coqueiro, como tinha apontado Rosa. Aproximadamente 30 policiais civis se envolveram na diligência desta manhã. Segundo o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Wagner Pinto, o trabalho da polícia, que é checar a informação passada, foi feito.

Ainda, de acordo com Pinto, Jorge concordou que a escavação poderia ser interrompida. Caso Rosa aponte um novo local onde o corpo de Eliza possa ter sido enterrado, uma nova busca pode ser feita.

O não encontro da cadáver de Eliza teria deixado Rosa triste, de acordo com o advogado dele, Nélio Andrade, que destacou que mesmo sem o sucesso na operação, Rosa mantém a convicção de que o corpo foi colocado no terreno mostrado por ele em Vespasiano.

Como Rosa não está detido pela Polícia Civil e veio a capital mineira por livre vontade, ele pode voltar para o Rio de Janeiro se quiser. Nem uma punição recaíra sobre Rosa.

Objetos

Mais cedo, dois sapatos e uma luva foram encontrados durante a escavação no local onde Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro Bruno Fernandes, informou estar enterrado o corpo de Eliza Samudio. Uma retroescavadeira esteve no lote íngreme, na rua Aranhas, próximo ao número 870, e retirou terra perto de um coqueiro, seguindo a orientação de Rosa. A delegada Alessandra Wilke, que também atuou no caso, acompanhou os trabalhos. O terreno é próximo a casa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, onde a ex-namorada do goleiro teria sido morta.

Para o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios de Proteção de Pessoa (DHPP), Wagner Pinto nada de relevante foi encontrado no local. Além disso, ainda não é possível relacionar os objetos encontrados com o corpo de Eliza. A área foi isolada por policiais desde essa quinta-feira (24).

Os dois sapatos, um pé de sapato, aparentemente feminino, e uma bota, além da luva, foram encontrados em meio a terra. Muitos curiosos acompanharam o trabalho da polícia e os moradores da região afirmaram a reportagem de O TEMPO que nunca viram movimentação no local e que nunca foi falado de o corpo estar lá.

Segundo o marceneiro José Cassiano Pereira, 57, que mora há 20 anos ao lado do lote onde foi feita a escavação, o coqueiro era pequeno na época em que Eliza foi morta. Além disso, no local há muita movimentação de crianças, de acordo com ele.

Início das buscas

O primo do goleiro Bruno Fernandes, Jorge Luiz Rosa, o advogado dele Nélio Andrade e o delegado Wagner Pinto chegaram ao Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), no bairro Lagoinha, na região Noroeste de Belo Horizonte, por volta das 9h desta sexta-feira (25).

Juntos, eles saíram do local para iniciar a busca pelo corpo de Eliza Samudio, morta em 2010. Nessa quinta-feira (24), Rosa teria afirmado saber o local onde o cadáver está enterrado. Segundo ele, seria em um terreno após uma estrada de terra, próximo ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Quatro anos depois do crime, o primo do goleiro afirma que resolveu contar o que sabe para se libertar de uma crise de consciência. "Eu quero que a minha mente fique tranquila e quero acabar com isso logo", garantiu em entrevista a Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

O comboio formado por policiais civis, peritos e imprensa seguiu para o local sugerido por Rosa, na rua Aranhas, no bairro Santa Clara, já em Vespasiano, na região metropolitana, após passar pela MG-010.

Atualizada às 14h07


Leia tudo sobre: corpobuscasEliza Samudioprimo do Brunogoleiro