Dilma, Aécio e Campos correm atrás dos votos de evangélicos

Para evitar rejeição, campanhas buscam criar diálogo com pastores por causa de eleitorado fiel

iG Minas Gerais | Da redação |

Dilma foi ao velório de Suassuna e ouviu música dedicada a Campos
Roberto Stuckert Filho / PR
Dilma foi ao velório de Suassuna e ouviu música dedicada a Campos

De olho nos 20 milhões de votos dos evangélicos, os três principais candidatos à Presidência da República – Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – já mobilizam suas campanhas para conquistar esse eleitorado. E terão como adversário o Pastor Everaldo (PSC), que se apresenta como um candidato cristão e defensor dos ideais dessa parcela da população.

Os noves partidos que apoiam a reeleição da presidente Dilma optaram pela criação de um comitê para esse público. A decisão foi tomada após o presidente do PRB, pastor Marcos Pereira, reclamar com Dilma e com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) da falta de interlocução do governo com os pastores evangélicos.

Ele relatou que há muita resistência dos fiéis à reeleição de Dilma por causa da defesa pelo PT e pelo governo de temas desprezados pelo segmento, citando o aborto. A presidente disse ao dirigente que sua gestão não mudou nenhuma lei com relação ao tema e que isso deve ser esclarecido aos fiéis. Ficou acertado que ela se reunirá com pastores, além da criação do comitê. O grupo será organizado por Pereira, e pelos presidentes do PSD, Gilberto Kassab, e do PROS, Eurípedes Júnior.

No PSDB, o discurso do comando da campanha é que não há uma preocupação específica com os evangélicos, mas, na prática, Aécio já iniciou uma aproximação com alguns setores. No início de julho, ele se reuniu com o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.

O coordenador da campanha de Aécio, senador José Agripino Maia (DEM-RN), disse que não há uma menção especial aos evangélicos em programas ou discussões temáticas. “Não existe um planejamento específico para as igrejas evangélicas”, disse Agripino.

Nos bastidores, as interlocuções são feitas pelo vice na chapa, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que estava no encontro em São Paulo, e pelo deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), ligado ao senador.

No PSB, a candidata a vice-presidente, Marina Silva, é evangélica, mas, segundo a coordenação da campanha de Eduardo Campos, ela não deverá ter uma atuação específica junto a esse eleitorado. “A Marina não mistura religião com política”, disse Carlos Siqueira, secretário geral do PSB.

Na campanha socialista, a articulação com setores religiosos e culturais ficou a cargo de uma comissão de mobilização. O que o PSB faz de mais concreto em relação ao segmento é manter núcleos de militantes evangélicos pelo país.

Terror. Ontem o pastor Silas Malafaia divulgou vídeo para pedir votos para Pastor Everaldo. Para atrair o voto evangélico para o candidato no primeiro turno, Malafaia desenha um cenário de terror. De acordo com sua definição, a família, os valores cristãos e capitalistas e os bons costumes estão sob intenso ataque no Brasil e devem ser preservados.

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