Ministro atuou junto aos EUA para ajudar Maluf

O deputado está citado num caso de possível evasão de divisas – o que ele nega –, e a Justiça dos EUA o trata como foragido

iG Minas Gerais |

Ministério da Justiça afirmou que ação de Cardozo foi normal
FABIO POZZEBOM/ABR - 30.1.2013
Ministério da Justiça afirmou que ação de Cardozo foi normal

BRASÍLIA. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, enviou um comunicado para o governo dos Estados Unidos perguntando a respeito da possibilidade de o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), aliado da administração federal do PT, ser ouvido no Brasil sobre um processo no qual está relacionado na Justiça norte-americana.

O relato dessa ajuda do governo é do próprio Paulo Maluf, em entrevista ao programa Poder e Política, do jornal “Folha de S.Paulo” e do site UOL. O fato foi confirmado pelo Ministério da Justiça, que informa ter apenas encaminhado o pedido porque essa é a praxe a ser seguida quando um cidadão brasileiro faz tal solicitação.

O Ministério da Justiça afirmou que o caso de Maluf foi o único até agora com essas características: um brasileiro, com residência fixa e com aviso de procurado na Interpol (para ser preso nos EUA) requerendo o direito de ser ouvido no Brasil. Se outro cidadão nessa condição solicitar ajuda ao governo, será atendido, segundo o ministério.

Maluf e seu advogado procuraram José Eduardo Cardozo mais de uma vez nos últimos dois anos para tratar do assunto. O deputado está citado num caso de possível evasão de divisas – o que ele nega –, e a Justiça dos EUA o trata como foragido.

O início da busca de ajuda de Maluf no Ministério da Justiça, há dois anos, coincide com a adesão do deputado e de seu partido, o PP, à campanha do petista Fernando Haddad pela Prefeitura de São Paulo, em 2012. O governo dos EUA acabou negando o pedido de Maluf, mas o deputado continuou a procurar ajuda do Ministério da Justiça.

Nesta quinta, a oposição reagiu à ajuda a Maluf. Presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN) disse que as “recentes alianças” de Maluf lhe asseguraram maior atenção do governo brasileiro. “Não cabe interferência de uma autoridade brasileira”, afirmou.

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