BC prevê alta de 14% nos preços da energia neste ano

No início de 2014, previsão era bem menor; índice era de 7,5%

iG Minas Gerais |

Crise. Hidrelétricas do principal sistema que abastece o país foram afetadas pela longa estiagem
RODRIGO LIMA / NITRO.
Crise. Hidrelétricas do principal sistema que abastece o país foram afetadas pela longa estiagem

BRASÍLIA. O Banco Central subiu de 11,5% para 14% sua estimativa de reajuste dos preços da energia elétrica ainda neste ano. A informação está na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) – que manteve os juros estáveis em 11% ao ano na semana passada – e que foi divulgada nessa quinta.  

O reajuste da energia previsto pelo BC já é quase o dobro do estimado pela própria instituição no início deste ano. Em janeiro de 2014, o Banco Central previa que o aumento da eletricidade seria de 7,5% – índice que foi mantido em fevereiro. Em abril, o comitê já estimava uma alta de 9,5% e, em maio, passou para 11,5%.

Já com relação às projeções de inflação para 2014 e 2015, o Copom também elevou os índices em todos os cenários levantados.

A autoridade monetária aumentou a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2014 no cenário de referência em relação ao valor considerado na reunião de maio, e a estimativa permanece acima do centro da meta de 4,5% fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). No cenário de mercado, a projeção de inflação para 2014 também subiu em relação ao valor considerado na reunião de maio, e permanece acima da meta para o IPCA.

Para 2015, nos cenários de referência e de mercado, a projeção de inflação aumentou em relação ao valor considerado na reunião de maio e também permanece acima do centro da meta. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de junho, o BC informou que a expectativa de inflação ao fim de 2014, pelo cenário de referência, era de 6,4%, embora já considerasse os juros em 11% ao ano. No cenário de mercado, a projeção do RTI para o final de 2014 era também de 6,4%.

Ritmo da economia no país tende a “ser menos intenso” BRASÍLIA. O Banco Central reafirmou, na ata do Copom, que o ritmo de expansão da atividade doméstica tende a ser menos intenso este ano em comparação a 2013, e que, no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer na composição da demanda e da oferta agregada. O BC repete a avaliação de que o cenário de maior crescimento global, combinado à depreciação do real, “milita” no sentido de torná-lo mais favorável ao crescimento da economia brasileira. A autoridade monetária também manteve a avaliação de que “emergem” perspectivas mais favoráveis à competitividade da indústria, e também da agropecuária; e o setor de serviços tende a crescer a taxas menores do que as registradas em anos recentes. O consumo tende a crescer em ritmo mais moderado também.

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