Serra da Canastra comemora nascimento de pato-mergulhão

Treze indivíduos da espécie ameaçada de extinção são identificados na região Sudoeste do Estado

iG Minas Gerais | Da redação |

Importância. Além de sua beleza, o pato-mergulhão é considerado um grande indicador de qualidade de água, uma vez que só consegue sobreviver com água limpa
Adriano Gambarini/Instituto Terra Brasilis/Divulgação
Importância. Além de sua beleza, o pato-mergulhão é considerado um grande indicador de qualidade de água, uma vez que só consegue sobreviver com água limpa

O nascimento de 13 indivíduos da espécie pato-mergulhão deve ser comemorado com muita alegria na região da Serra da Canastra, no Sudoeste de Minas Gerais. A Mergus octosetaceus é uma ave extremamente rara e ameaçada de extinção, que vive em rios ou riachos de águas limpas e claras. Estima-se que existam apenas 250 indivíduos em todo o planeta. No Brasil, a espécie é encontrada no Jalapão (TO), Chapada dos Veadeiros (GO) e na região da Serra da Canastra, onde está concentrada a maior população de patos conhecida. Para destacar a beleza e a importância desse animal para manter a biodiversidade local, o Instituto Terra Brasilis realiza, desde 2001, um programa ambiental para estudar a ave e sensibilizar a população quanto à preservação dos recursos hídricos da região da serra, uma vez que a espécie é um indicador natural da qualidade da água. “Nosso projeto trabalha com três objetivos principais: pesquisa e conhecimento, já que temos poucos registros da espécie; educação ambiental da comunidade e dos produtores rurais do entorno da serra e recuperação de áreas degradadas e proteção de mata ciliares, com o intuito de proteger as nascentes”, comenta, Sônia Rigueira, presidente do Instituto Terra Brasilis. O Programa Pato-Mergulhão começou no início da época de reprodução, em meados de maio. Ao todo, a equipe de pesquisadores da instituição monitorou três ninhos em atividade, desde o período de incubação. Durante o monitoramento de um dos ninhos, a equipe encontrou um filhote de pato-mergulhão que se separou da família logo após nascer. Os biólogos avaliaram as condições de sobrevivência do filhote na natureza e concluíram que o melhor era encaminhá-lo para o cativeiro, onde teria condições melhores para sobreviver. O filhote encontrado foi encaminhado para o Zooparque Itatiba, em São Paulo. O pato está se desenvolvendo bem, ganhando peso e sendo acompanhado por especialistas.

Monitorado Parceiros. Com a parceria do Instituto Estadual de Florestas (IEF) e o patrocínio da Petrobras, o projeto “Pato aqui, água acolá” começou o processo de monitoramento e rastreamento das aves.

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